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CORREIO B

70 anos de história: De Roberto Carlos a anúncios de vagas de emprego, Rádio Cultura é parte importa

70 anos de história: De Roberto Carlos a anúncios de vagas de emprego, Rádio Cultura é parte importa
09/12/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

Quando Campo Grande ainda era parte de Mato Grosso, a Rádio Cultura rompeu diversas barreiras e mostrou o poder da comunicação nas ondas AM. Sua primeira transmissão ocorreu em 9 de dezembro de 1949, quatro anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. Neste período, seja disseminando notícias sobre o mundo, seja unindo familiares em terras pouco desbravadas, a rádio se tornou o centro da vida cotidiana de milhares de pessoas. 

“Ela foi a segunda rádio criada em Campo Grande. A Rádio Cultura surgiu na segunda fase do rádio, com a popularização das difusoras”, explica Arthur Mário, jornalista, radialista e gerente de Jornalismo da ex-Rádio Cultura, atual Rádio Hora. 

Completando 70 anos de trajetória, a emissora passou por muitas mudanças, não só no nome. Foi testemunha das eras de ouro do rádio, da televisão e do jornal impresso.“A Rádio Cultura trouxe as primeiras apresentações do Roberto Carlos a Campo Grande, ainda no Cine Santa Helena. Também na década de 60, ela trouxe um jogo do Santos Futebol Clube, com o Pelé no time, na época, o melhor time do mundo”, afirma Arthur Mário. 

Nos arquivos do Correio do Estado, grupo que a rádio integrou por alguns anos, há imagens de um tempo em que os vinis eram os bens mais preciosos de uma emissora. A tecnologia, que antes ocupou uma sala inteira para proporcionar o “bom-dia” de Juca Ganso, Zé do Brejo ou Ramon Achucarro, hoje cede lugar a uma compacta mesa de som, a serviços de streamings e mensagens instantâneas pelo WhatsApp. 

“Tudo que a gente faz é baseado no legado que Nasrala Siufi e José Maria Hugo Rodrigues construíram. Nós, os profissionais, estávamos fazendo rádio nesse prefixo, com base nas grandes referências e nos grandes nomes da rádio no Estado”, esclarece o radialista.

Arthur Mário participou do funcionamento da rádio nos anos 70, 80 e nos últimos dez anos. Na lista de histórias para contar, cita a fatídica missa de Dom Dimas sobrevoando Campo Grande em um avião búfalo da Base Aérea e uma fila que se formava quase diariamente na porta da rádio. “Eram pessoas em busca de emprego. Na época, não existia uma agência de emprego, então as pessoas passavam na sede da rádio na 26 de Agosto e deixavam o nome e a ocupação com a recepcionista. Das 7h às 7h30min nós líamos os profissionais disponíveis. As vagas eram principalmente para empregadas domésticas, peões de fazenda e enfermeiras”, explica. 

MUDANÇA

Com todo esse legado, a Rádio Cultura AM 680 foi transformada em Rádio Hora no dia 1º de agosto de 2017, com a proposta de ser a primeira rádio 100% cristã de Mato Grosso do Sul. Evangélico, o atual proprietário da emissora, Luciano Medeiros Barbosa Rodrigues, percebeu que havia poucas opções no mercado para ouvintes de música gospel. “Mantivemos a qualidade do jornalismo, a seriedade e o pioneirismo, só mudamos o estilo. Algumas pessoas falaram que matamos a Rádio Cultura, mas a história não se apaga, só começamos uma nova história”, explica Luciano. 

Com a migração de diversas rádios da AM (amplitude modulada) para a faixa FM (frequência modulada), a Rádio Hora passou a ser FM 92,3. “Os evangélicos são cerca de 40% da população e eles não tinham o que ouvir, optavam por pen-drive e agora eles têm essa opção. Nossa rádio foca a interatividade e a participação dos ouvintes”, acredita Luciano. 

Felpuda


Os bastidores fervem com a ciumeira que vem acontecendo em alguns municípios, onde determinados candidatos estariam sendo mais prestigiados que outros depois das alianças que foram formalizadas nas convenções. As queixas só aumentam, e as lideranças partidárias já não sabem o que fazer, temendo a possibilidade de que a vitória vá para o ralo. A bronca maior está entre integrantes das chapas puras de vereadores que se coligaram na majoritária. E salve-se quem puder!