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AMOR PELO CHÁ

Bruna criou perfil na internet para difundir sua paixão pelo chá

Na infância, ela inventava doenças para beber chá e hoje dá dicas
16/12/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

Ainda na infância, Bruna descobriu que a melhor forma de ganhar chás da mãe era inventar uma doença. Apaixonada pela combinação perfeita de água quente e ervas, a campo-grandense percebeu desde cedo que não concordava com a definição de que a bebida só deveria ser utilizada em momentos especiais e de cuidado com a saúde. “A maioria das pessoas toma o chá como se fosse remédio mesmo e eu queria beber sempre”, ri a analista judiciária Bruna Barros, 28 anos.

Com várias caixinhas de chás organizadas na cozinha e uma chaleira elétrica que auxilia na exatidão de temperaturas, Bruna conseguiu realizar o sonho de infância e tornou a bebida uma verdadeira tradição pessoal. “Sempre gostei e sempre tomei chás. De uns tempos para cá, eu resolvi fazer um perfil no Instagram sobre o assunto porque eu me sentia muito sozinha nesse mundo. Ninguém tomava chá entre os meus amigos e era só eu comprando e descobrindo novas possibilidades”, ressalta. 

O perfil @umchabr reúne dicas sobre chás e as tradições que envolvem o mundo das ervas, além dos cursos que Bruna faz para descobrir outras informações sobre os produtos.

“Muita gente começou a seguir, muita gente que eu nem imaginava que gostava de chá, que perguntava se eu entendia e se poderia ajudar com dúvidas”, explica.

Paladar

Gelado ou quente, o chá pode ser preparado de diversas formas, dependendo da erva utilizada e até da combinação dela com frutas desidratadas. “No início, eu precisei comprar muita coisa em outras cidades, em viagens que eu fiz. Recentemente abriu uma loja de chá, então facilitou um pouco”, ressalta.

Segundo Bruna, o brasileiro prefere chás adocicados e frutados. “O brasileiro tem o paladar mais doce e prefere os que são adocicados por natureza. Os outros ficam em segundo plano, e só quando a pessoa se acostuma a tomar a bebida que ela vai incluindo os mais amargos e diferentes”, frisa.

E haja diferentes. Para começar, Bruna destaca que apenas as bebidas feitas de Camellia sinensis são considerados verdadeiros chás. “Nós utilizamos o termo chá de forma genérica, mas, tecnicamente, apenas os de Camellia são considerados chás verdadeiros. Temos vários conhecidos, como o chá branco, chá verde, chá amarelo, chá azul, que são feitos dela”, frisa.

De acordo com Bruna, nem toda infusão é chá, mas todo chá é infusão. “A infusão na verdade é esse processo de a água passar pela folha, que extrai o óleo essencial da planta. Esse processo não precisa ser longo; dependendo da erva, em dois minutos o chá fica pronto”, indica. 

Para a jovem, ainda há muitas lendas em torno da bebida e da forma como ela deve ser consumida. “Muita gente acredita que o chá é um acontecimento ou algo chique, de gente rica. Mas, não precisa ter uma xícara ou montar uma mesa especial. Você só precisa de água quente, uma peneira e um copo”, defende. 

China

Tradicionalmente, o chá surgiu na China, por volta de 2.737 a.C. A lenda indica que o imperador chinês Shen Nung ferveu uma água quando algumas folhas de árvore cairam na panela. 

Também é do país do outro lado do mundo que vem os produtos mais diferentes, como o pu-erh. “Ele é comparado ao vinho porque é envelhecido de 20 a 30 anos. Ele é da mesma planta, a Camellia, mas passa por um processo de fermentação da folha. Depois eles prensam na máquina e enterram na terra. Dependendo da terra, a erva vai adquirindo sabores do lugar onde foi plantada e, por isso, cada um vai ter um gosto ou aroma. Eu comprei esse pequeno por R$ 20,00 em São Paulo e dura bastante, porque uso pouco no chá”, indica.

Outro produto que encantou Bruna foi a flor de chá. Feita à mão na China, as folhas de chá são enroladas à mão e aromatizadas previamente com flores; ao entrar em contato com a água quente, elas se abrem, tornando o momento ainda mais especial. 

Felpuda


Depois de se “leiloar” durante meses, e afirmando que estava até escolhendo o município para se candidatar a prefeito, ex-cabeça coroada não só não recebeu acenos amistosos, como também não encontrou portas abertas com tapete vermelho a esperá-lo. 

Assim, deverá pendurar as chuteiras e fazer como cardume em seu pesqueiro: nada, nada...