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GURI-ÁRVORE

Com peça inspirada em Manoel de Barros, grupo estreia mostra teatral

6ª Mostra Fulano di Tal de Teatro começa neste fim de semana, com apresentações gratuitas em Campo Grande
11/06/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

Desde 2013, a companhia de teatro Fulano di Tal organiza uma mostra especial com peças autorais e artistas convidados, com o propósito de não deixar que o teatro se perca em meio aos problemas de captação de investimentos artísticos em Mato Grosso do Sul. Após tantos anos de luta, o grupo recebeu o reconhecimento pelo trabalho ao ser premiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro 2018 e, com isso, lança agora a 6ª Mostra Fulano di Tal de Teatro – dessa vez, possibilitando apresentações gratuitas e o lançamento de novos espetáculos.

“A mostra surgiu em 2013, por uma reflexão sobre as possibilidades de trabalho para o teatro em Mato Grosso do Sul. Às vezes não tem um festival previsto, os editais estão parados, então, primeiramente, nós fizemos acontecer cultura na cidade”, afirma Marcelo Leite, um dos diretores do grupo. 

Com o investimento municipal, o festival terá 12 apresentações de três espetáculos do repertório do grupo, durante três semanas. Entre os dias 13 e 16 de junho, eles sobem ao palco com o espetáculo “Ópera do Malandro”. De 20 a 23, será apresentado “Lápide Inconclusa em Quarta-feira de Cinzas”, e de 27 a 30, acontecem as primeiras apresentações da obra inédita “A Fabulosa História do Guri-Árvore”. 

“Essa é a primeira vez que nós temos o incentivo e também comemoramos 16 anos em cena. Além da mostra, com o investimento, foi permitida a criação do nosso site Fulano Di Tal e a estreia de um novo espetáculo. Atualmente, nós somos oito artistas e, contando com as participações especiais e a equipe técnica, temos 12 pessoas trabalhando nesta série de apresentações”, explica Leite.

Manoel de Barros

Leite ressalta que a mostra é um divisor de águas para o grupo. “Essa é a despedida de ‘A Ópera do Malandro’. Ela vai sair do repertório do grupo e entra ‘A Fabulosa História do Guri-Árvore’, uma peça inspirada nas obras de Manoel de Barros”, indica o diretor.

Em a “Ópera do Malandro”, produção baseada no texto de Chico Buarque de 1978, os atores Alexandre Melo, Andressa Zonta Bussolaro, Darlan Gracciose, Edner Gustavo, Gabriela Coniutti, Karen Freitas, Manolo Schittcowisck e Vini Ferreira retratam, por meio da música, questões atuais como pirataria, malandragem e o famoso “jeitinho brasileiro”. Na versão do grupo campo-grandense, as canções são interpretadas a capela. 

A novidade, “A Fabulosa História do Guri-Árvore” explora o teatro de objetos, com histórias contadas a partir de memórias da infância de dois irmãos, Abílio (Manolo Schittcowisck) e Palmiro (Edner Gustavo), em que – cada um do seu jeito – relembram suas histórias no quintal de casa. 

Este espetáculo será apresentado entre os dias 27 e 30 de junho. Na quinta-feira (27), de manhã, será encenado no Teatral Grupo de Risco para os alunos da escola municipal Coronel Antonino e, de tarde, para a Escola Municipal Bernardo Franco Baís. Na sexta-feira (28) de manhã, para a Escola Municipal Sebastião Lima. No sábado (29) a tarde na AACC/MS (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer). E no domingo (30), às 15h30, para o grande público, no shopping Bosque dos Ipês, com intérprete de libras. A direção é de Marcelo Leite e a classificação é livre.

As apresentações da 6ª Mostra Fulano di Tal de Teatro acontecem nas três últimas semanas de junho. “Ópera do Malandro” será encenada de 13 a 16, sempre às 20h, no Teatral Grupo de Risco (TgR), na Rua José Antônio, 2.170, Centro. Também no TgR, “Lápide Inconclusa em Quarta-feira de Cinzas”, de 20 a 23, às 20h. Já “A Fabulosa História do Guri-Árvore” será apresentada no dia 30, às 15h30min, no Shopping Bosque dos Ipês. Para todas as sessões a entrada é gratuita. Informações pelo telefone (67) 99202-0449.

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!