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TURISMO

Conheça as cachoeiras e trilhas com sítios arqueológicos de Rio Verde

Município fica próximo de Campo Grande
06/11/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

Rios e cachoeiras capazes de acalmar o coração e uma vista exuberante são apenas algumas das atrações da cidade de Rio Verde de Mato Grosso, distante 202 km de Campo Grande. O município fica em Mato Grosso do Sul, apesar do nome, e tem diversas opções para quem busca a tranquilidade do ecoturismo. 

Rio Verde já foi conhecido pelos balneários e as quedas d’água presentes em diversas propriedades, mas, além do comum, há um movimento que busca valorizar o ecoturismo na região. 

Na cidade, é possível desfrutar de uma acomodação alternativa, acampar e até realizar trilhas com direito a sítios arqueológicos pelo caminho. 

No Sítio Passarim, por exemplo, há cachoeira e rio, além de uma rede, na qual é possível descansar e apenas sentir a água correr. 

“Em 2011, meu pai começou com a ideia de querer abrir o sítio para visitantes. Eu também já estava com a ideia de mudar de área, já estava irritado com a área de comunicação e marketing, trabalhando em Campo Grande, e eu vi uma janela de oportunidade e pulei”, explica Rafael Arruda, que ao lado do pai gerencia o Sítio Passarim. 

O local investiu em bioconstruções feitas de barro e outros materiais sustentáveis. Para viabilizar o projeto, foi criado um sistema de troca, em que o visitante trabalha e pode curtir o sítio gratuitamente. “Ainda fazemos as semanas de troca, não é tanto como era no começo, agora diminuímos o tempo em uma semana e com sete pessoas no máximo”, ressalta. 
O local realiza alguns eventos, como no fim do ano, mas prioriza o sossego em vez da badalação. 

 Em alta temporada, o preço para a hospedagem é de R$ 40,00 (camping), R$ 60,00 (por pessoa em quarto coletivo), R$ 200,00 (quarto de casal) e R$ 250,00 (quarto de família). 

Fazenda Igrejinha tem trilhas que levam a mirantes, riachos e desenhos rupestres

TRILHAS

Outro local que preza pelo sossego e se distancia dos tradicionais balneários é a Fazenda Igrejinha. 

O proprietário, Beto Roque, é um apaixonado pela região e faz questão de contar a história durante o trajeto das trilhas disponíveis no local. “A igrejinha está aberta para visitação desde 2003, sempre com o foco no ecoturismo. Nós contratamos biólogos e abrimos uma trilha de 5 km, que passa pelo alto da serra. A beleza é incomparável porque estamos em um grande mirante”, explica Beto. 

Além das belezas naturais do mirante e do riacho que passa na fazenda, o local tem desenhos rupestres. “Nós temos sete sítios arqueológicos, que não me pertencem, mas eu sou o zelador”, brinca. 

Segundo Roque, os desenhos devem ter em média cerca de 10 mil anos. “Não sei precisar por que não houve uma escavação e nem  exames com datação de carbono, mas um especialista nos visitou e, baseado em desenhos encontrados na região e nos quais foi realizada a datação, a estimativa é de 10 mil anos, feitos por caçadores coletores da época”, indica Roque. 

Igrejinha: Experiência inclui natureza e a vida no campo

Na Fazenda Igrejinha, é possível curtir o day use pelo valor de R$ 135, que inclui almoço e trilha que passa pelo riacho guariroba. Quem quiser apenas a trilha pode investir R$ 65 no passeio. Outra opção é acampar e levar a própria comida. Nesse caso, o preço é de R$ 55,00 por pessoa. 

Um diferencial, segundo Beto, é uma kombi no estilo motorhome, especial para casais. Por fim, a  hospedagem completa, com café da manhã, almoço e jantar, sai por R$ 230,00 por pessoa. 

“Aqui é um lugar de paz, de privacidade, não é permitido som alto em carros. O local é para se conectar com a natureza”, explica Roque. 

MUDANÇAS

Segundo Roque, o ecoturismo está crescendo em Rio Verde. “Eu sinto uma mudança, principalmente eu que estou há muito tempo insistindo na atividade. As pessoas estão vindo pela segunda e pela terceira vez, em busca da natureza. Rio Verde acaba sendo uma excelente opção para o público regional, que busca natureza e preço acessível”, explica. 

Para Rafael, do Sítio Passarim, não surgiram novos empresários, mas ocorreu uma movimentação para atrair turistas e profissionalizar o trabalho, inclusive para a nova geração que acompanhou o trabalho dos pais nos últimos anos. “A gente percebeu que cresceu a confiança dos proprietários e empresários pelas mídias que estavam sendo publicadas sobre o turismo no município. Em cada reunião de empresários que a gente ia, o sítio era sempre procurado no fim, me perguntavam o que eu fazia para chamar tanto público. Sem querer, viramos uma referência”, frisa. 

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?