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MENOS AÇÚCAR

Veja cuidados que auxiliam na diminuição dos riscos de desenvolver o diabetes

Alimentação saudável e prática frequente de exercícios físicos são algumas dicas
14/11/2019 07:00 - NAIANE MESQUITA


 

O professor aposentado Joel Freire, 73 anos, demorou para se render às injeções de insulina. Diagnosticado com diabetes tipo 2 há mais de 20 anos, ele conseguiu controlar a doença diminuindo o consumo de doces e investindo em longas caminhadas. 

“Eu descobri a doença durante um check-up. Não tive nenhum sintoma específico”, explica o aposentado.

Na época, foi difícil controlar a paixão por doces. “Eu, na realidade, custei muito para mudar. Fiquei dez anos diminuindo um pouco a alimentação e caminhando”, ressalta.

Com a aposentadoria, o exercício físico também diminuiu. “Quando parei de trabalhar, precisei incluir as injeções de insulina. Aplico o medicamento todos os dias pela manhã. Também faço exames regulares a cada três meses para ver se ocorreram mudanças”, explica Freire. 

O cuidado necessário com a diabetes fez com que o aposentado nunca sofresse com patologias relacionadas à doença, como problemas no coração, olhos e rins. 

SILENCIOSA

Apesar de ser uma doença comum, a diabetes ainda surpreende muita gente por ter vários tipos e diversos sintomas – ou ausência deles –, como no caso de Freire. O dia 14 de novembro foi instituído como o Dia Mundial do Diabetes, uma forma de lembrar a sociedade sobre a importância do cuidado e da prevenção para evitar a doença. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil, o que representa 6,9% da população nacional.

A causa do diabetes está relacionada à produção insuficiente ou à má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante a energia para o organismo. A insulina tem a função de quebrar as moléculas de glicose – no caso, o açúcar –, transformando-as em energia para a manutenção das células de nosso organismo. 

Os sintomas que costumam atingir as pessoas com diabetes são: fome e sede frequentes, vontade de urinar diversas vezes ao dia, perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor, náusea e vômito. De acordo com a médica endocrinologista Ana Carolina Wanderley Xavier, a demora no aparecimento dos sintomas diminui a chance de identificar a doença no início. “Normalmente, os sintomas aparecem quando a glicose está muito alta. Principalmente no tipo 2, a glicose aumenta aos poucos e o paciente não sente nada, o que traz barreiras ao tratamento. Por isso, é importante que pessoas acima de 45 anos façam exames de sangue com frequência”, ressalta Ana Carolina. 

Caso não seja tratado, o diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

TIPOS

De acordo com o Ministério da Saúde, o diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Normalmente, pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. “O tipo 1 é autoimune, não tem como evitar porque a causa é genética, o corpo produz uma substância que ataca o pâncreas”, explica Ana Carolina. 

Já o diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa está diretamente relacionada ao sobrepeso, ao sedentarismo, aos triglicerídeos elevados, à hipertensão e aos hábitos alimentares inadequados. “Nesse caso, com o tratamento correto e a mudança no estilo de vida, é possível curar o diabetes tipo 2. Muitas pessoas conseguem a cura quando perdem peso e deixam de ser sedentárias”, frisa a endocrinologista. 

Além dos dois tipos, há o pré-diabetes, em que os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar diabetes tipo 1 ou tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios. 

Como quase todas as doenças, a melhor forma de prevenção do diabetes é optar por uma vida mais saudável. Além de uma alimentação equilibrada, com orientação médica, o paciente deve evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

Tratamento

A principal preocupação de quem é diagnosticado com diabetes é relacionada à alimentação. “Quando a pessoa tem o diagnóstico do diabetes, há uma restrição em relação ao consumo de doces e, principalmente, do açúcar. Mas o ideal é evitar não só os doces, mas os carboidratos simples, como pão branco e macarrão”, indica Ana Carolina. 

As famosas injeções de insulina também são parte importante do tratamento, principalmente do tipo 1. 

Para essa medição, é aconselhável ter em casa um aparelho – glicosímetro – capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue do paciente. O tipo 2, por estar relacionado a outros problemas de saúde, tem um tratamento diferenciado para cada paciente. “São várias medicações, além de dieta e exercício para baixar a glicose”, ressalta. 
Ana Carolina lembra que o cuidado também deve existir para quem tem casos na família. 

“Todo excesso é ruim, principalmente para quem tem os fatores de risco para desenvolver o diabetes tipo 2, como, por exemplo, a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar”, pontua.

Felpuda


A lista do Tribunal de Contas de MS, com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros de quando exerceram cargos públicos, está deixando muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!