Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

OPINIÃO

Antonio Carlos Siufi Hindo: "Donald Trump é comerciante!"

Promotor de Justiça aposentado
06/02/2020 02:00 -


A América sempre à frente !  Essa a frase singular que levou Donald John Trump ganhar a confiança dos americanos e ao depois nas urnas tornar-se o 45º presidente dos Estados Unidos da América do Norte.   Algo surpreendente especialmente para quem nunca havia disputado qualquer eleição. O contrato de inquilinato que  conseguiu na Casa Branca por quatro anos teve por evidencia maior sua inclinação pelo comércio. 
Trump conhece bem os seus patrícios. Só votam no candidato que lhes abarrotar os bolsos de dólares. Não interessa se Democrata ou Republicano.  Esta aí a grande diferença com os nossos irmãos que vendem o voto por migalhas representadas por dentaduras, milheiros de tijolos, contas de água e luz. E depois mandam para o inferno o destino do seu País. As questões internas relacionadas às infraestruturas econômicas ficam por conta do seu empresariado.

O estado americano não mete o seu bedelho. São estratégicos para o  processo de desenvolvimento econômico e social  do País.  Essa é a verdadeira função do Estado. A interpretação está correta. São os princípios sempre salutares das finanças públicas que chancelam essa certeza. Nesse rastro de entendimento que o presidente Trump comanda a maior força econômica e militar do planeta. Conta com outros instrumentos poderosos para fortalecer seu poder. A tecnologia que dispõe oferece  o controle financeiro e fiscal das principais economias do mundo. Da Casa Branca e no conforto do salão oval controla as ações dos Bancos Centrais das maiores economias globais. Controla sobretudo,  suas políticas públicas. Trump sabe que as receitas produzidas não podem ser medidas pela robustez falsa das suas cifras. Precisam ter lastro fundamentados. Sabe também que a cobrança  exagerada dos impostos sobre o empresariado que gera trabalho e riqueza não conseguem sustentar por longo tempo a festa frágil do controle financeiro.

 Estima as possibilidades das obras que pretende construir nos limites das despesas que pretende efetuar. Esses mecanismos dentre outros tantos que existem  são essenciais  para a boa saúde financeira do estado nacional. Produzem à toda evidencia  resultados preciosos.  O PIB é o seu principal marcador. Trata-se do carro chefe da economia. Dele decorre em derradeira análise a estabilidade da moeda, a inflação baixa, o trabalho abundante, a educação, de qualidade, a saúde de referencia e a segurança necessária para usufruir as belezas que a vida proporciona. 

A América controla as moedas do mundo inteiro com a Bolsa de Valores de  Nova York. A Bolsa de Chicago  é o fiel termômetro para medir e regular os negócios dos principais produtos econômicos que o mundo comercializa. As tratativas comerciais com Pequim mostrou o seu lado de comerciante astuto e voraz. Farejou a desvalorização falsa da moeda chinesa com argumentos sólidos. Pequim entendeu o recado de Trump. As tarifas impostas ao governo de Teerã, de outro vertice produziram  uma anarquia nas contas públicas do país persa e estão levando o seu povo ao  desespero. 

Os ingleses, franceses e alemães, que num primeiro momento, disseram que não sairiam do acordo nuclear com Teerã, recuaram. Mais uma vez o faro comercial de Trump, se impôs.  As elevações das tarifas alfandegárias silenciaram seus aliados. Trump manifestou o desejo de comprar a Groelândia.  O plano de paz entre  palestinos e israelenses foi algo notável. Triplicou o território palestino, mudou sua capital para Abu Dis e ainda ofereceu mais de 50 bilhões de dólares para a implementação  do acordo. Mahmoud Abbas recusou o acordo. Mas  criou uma situação intranquila no seio da sua população. 

Trump age assim com todos os governantes.  Nenhum sorriso largo, encantador ou mesmo palavras suaves, doces e magnânimas são  capazes de surpreender seus apetites. Para os  americanos as cláusulas  em todos os contratos comerciais serão sempre  leoninas e  a favor de Washington. Trump não está errado.  Sem dinheiro, não se tem avanços no campo científico; sem dinheiro não tem avanço no setor tecnológico; sem dinheiro não se avança no campo das pesquisas; sem dinheiro, não há avanços na  política espacial; sem dinheiro as pesquisas no campo agrícola não enriquecem a produção dos  alimentos;  Sem dinheiro farto no bolso nenhum ser humano esboça um sorriso fácil.  Mas, com todos esses indicativos conspirando em favor do mandatário americano não se pode afiançar uma reeleição presidencial fácil.  

Winston Churchill conheceu o sabor amargo de uma derrota histórica. Isso, o voto do eleitor tem o condão de escrever. Agora, tirar do peito de Donald Trump o galardão de  grande comerciante o eleitor não tem essa força.  

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.