CORREIO DO ESTADO

Confira nosso editorial desta terça-feira: "Com a saúde não se brinca"

Confira nosso editorial desta terça-feira: "Com a saúde não se brinca"
04/02/2020 03:00 -


Em dias em que muito se fala em Coronavírus, não se pode perder de vista um inimigo que anualmente causa mortes à nossa volta: o Aedes aegypti, que precisa ser combatido. 

Tradicionalmente, com a chegada do verão, aparece também o mosquito Aedes aegypti, e com ele os acessórios indesejáveis - a dengue, zika e a chikungunya. Isso é fato! É de conhecimento público que o período do ano com maior índice de transmissão dessas doenças são os meses mais chuvosos de cada região, período em que se faz necessário manter a higiene dos imóveis e evitar pontos de água parada, porque são nesses locais que os mosquitos põem os seus ovos e se proliferam. Mas, ainda que se conheçam os fatores que favorecem o surgimento de focos do Aedes aegypti, percebe-se que não tem havido  uma real preocupação quanto a sua multiplicação e com os “estragos” que ele faz, todos os anos, na saúde de milhares de pessoas Brasil à fora.

Segundo informação da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, por exemplo, até o dia 31 de janeiro último foram notificados 1.776 casos de dengue em Campo Grande. Um óbito - de um homem de 30 anos - já foi confirmado. Foram  registradas 21 notificações de Zika Vírus e 11 de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas. Durante todo o ano de 2019, foram registrados 39.417 casos notificados de dengue na Capital, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos. 

Ora, é inegável que esses números são reflexos da falta de prevenção. Ou seja, apesar de se conhecer as condições que favorecem o aparecimento do mosquito, muita gente  - pode-se dizer muita gente mesmo - não tem se empenhado na limpeza de seus quintais, canteiros de obras e imóveis fechados,  bem como de áreas públicas, onde entulhos são jogados deliberadamente a céu aberto, tornando-se potenciais criadoros dos transmissores das doenças.

A consequência dessa negligência acaba sendo mais e mais focos do mosquito, com novas notificações de doenças. Com certeza, ninguém quer ficar doente ou mesmo correr risco de morte por causa de uma dengue, zika ou chikungunya, mas isso precisa ser traduzido em prevenção. Faz-se importante a compreensão de que o problema não é só do poder público, mas sim de todos. A população que preza pela própria saúde e de sua família precisa fazer a sua parte. O Município vem realizando uma campanha de prevenção ao mosquito, usando  o slogan “Operação Mosquito Zero – É matar ou morrer”. Isso é uma verdade! Ou todos se juntam para matar o mosquisto ou todos correm o risco de serem mortos por ele.

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".