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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial de sábado/domingo: "De olho nas eleições municipais"

Como se acostumou dizer, no Brasil as coisas começam a acontecer somente depois do Carnaval. E parece que isso também vale, principalmente, para a política
29/02/2020 03:00 - Da Redação


Passada a folia momesca, as representações partidárias passam a buscar o seu lugar no trem em direção às próximas eleições municipais. As cidades brasileiras irão escolher no dia 4 de outubro seus prefeitos e vereadores. O segundo turno, se acontecer, será no dia 28 também de outubro. Mas, as pré-candidaturas já estão se delineando. E isso não é diferente em Mato Grosso do Sul.

O anúncio da pré-candidatura do deputado Barbosinha, do DEM, por exemplo, à Prefeitura de Dourados, deixou o PSDB, partido do governador Reinaldo Azambuja em alerta. Contudo, ao que parece, os tucanos não pretendem ficar no ninho chocando ovos e prometem contra-atacar, tanto no reduto douradense quanto nas maiores cidades do Estado.  

O partido vai definir os seus candidatos nos maiores colégios eleitorais, acreditando que tem “nomes de peso” para uma disputa em igualdade de condições pelas prefeituras. A ideia é seguir a linha nacional de manter o poder nas cidades mais importantes do País. A sigla tem o comando de 30 das 96 cidades mais populosas.

Também é o maior partido em Mato Grosso do Sul e já conta 60% dos prefeitos no Estado. No caso do DEM, o partido é considerado um aliado de primeira hora na reeleição do governador e ocupa cargos de comando na administração estadual. Mas, dizem que a Executiva do PSDB já definiu que a questão administrativa não vai se sobrepor à política, encarando com certa naturalidade o interesse eleitoral dos democratas em Dourados, entretanto, já sinalizou que não vai aceitar ser coadjuvante de nenhum partido em municípios de maior densidade eleitoral. A única exceção aceitável seria Campo Grande, onde a tucanada não descarta voar em direção ao reduto do prefeito Marcos Trad (PSD).

As eleições municipais deste ano serão as primeiras sem coligações para o pleito proporcional, o que significa que os partidos não poderão aproveitar as votações de siglas aliadas para escolher os representantes nas câmaras municipais. Isso tende a estimular as legendas a lançarem candidatos próprios para as prefeituras, com a estratégia de reforçar o nome do partido e alavancar o número de vereadores eleitos. Mas, como de diz, a política é muito dinâmica. É esperar para ver até onde isso vai dar e quem realmente vai apoiar quem.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!