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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Energia elétrica vai pesar lá na frente"

Aneel aprova reajuste nas contas de energia elétrica dos consumidores atendidos pela Energisa
08/04/2020 03:00 - Da Redação


Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os consumidores devem estar preparados para efeitos futuro, quando também pagará mais caro pela energia elétrica. Isso porque nesta terça-feira, quando uma parcela da população está preocupada em tornar mais rigoroso o chamado isolamento social, e uma outra defendendo ardorosamente a sua maior flexibilização, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu conceder um novo reajuste de tarifa, conforme pleito da Energisa Mato Grosso do Sul. As tarifas reajustadas são válidas a partir desta quarta-feira e vão impactar as contas de luz de aproximadamente um milhão de consumidores no Estado.  

Nos últimos dois anos, os consumidores atendidos pela Energisa tiveram a tarifa média elevada em 22,26%, sendo 12,39% no ano passado e 9,87% em 2018.  

No último dia 24, a Aneel aprovou um pacote de medidas especiais em resposta aos reflexos desses dias de pandemia, incluindo a suspensão, por 90 dias, de cortes do fornecimento de energia elétrica por inadimplência para consumidores residenciais e serviços essenciais. As medidas incluem também a flexibilização pelo mesmo prazo de algumas obrigações das distribuidoras de energia, como de atendimento presencial a clientes e entrega de faturas a domicílio.

Agora, vem o aumento de tarifa. O complicador dessa medida é que em decorrência da situação de calamidade pública reinante no País, muita gente já está com contas vencidas para serem pagas ou negociadas ao término da pandemia. Ou seja, esses consumidores terão pela frente as prestações de um possível reparcelamento das contas vencidas, somadas às parcelas vincendas. Sem contar parcelamento  de outros serviços, como as contas de água também suspensas, para pagamento futuro.  

Haja receita num orçamento já apertado! Até mesmo  porque as medidas emergenciais  impedem o corte da água e a luz, mas não cancelam as dívidas ou até a negativação nos órgãos de proteção por essas mesmas dívidas. O faturaento dos clientes continuará sendo feito normalmente.  

Como dito recentemente, hoje a crise é na saúde pública, mas ao seu término, será na economia, e mais ainda, nas finanças domésticas. E no caso da energia, o seu peso nas contas será sentido lá na frente.

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.