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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Omertà: Lava Jato à moda da casa"

Investigações contra milícia armada continuam em andamento e novas suspeitas continuam surgindo
18/03/2020 03:00 - Da Redação


Quase seis meses após a primeira fase da Operação Omertà, realizada em setembro do ano passado e que levou para o Presídio Federal de Mossoró (RN) Jamil Name e o filho (também Jamil Name), além de dois policiais civis, e para presídios estaduais guardas municipais, policiais e outros suspeitos de integrarem uma organização criminosa, o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) voltaram às ruas novamente, nesta terça-feira, para uma nova etapa da ofensiva policial. A organização é responsabilizada por vários crimes em Mato Grosso do Sul, principalmente as pistolagens.

A mobilização de ontem, em busca de novas provas, teria visado endereços de outras pessoas ligadas a Jamil Name, como a sua esposa, a ex-vereadora Tereza Name, e o irmão dela, o ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Jerson Domingos. Eles teriam sido citados em pedaço de papel higiênico recolhido no interior de uma cela na unidade prisional de Mossoró e que faria referência a um suposto plano para matar um delegado e um promotor de Justiça vinculados às investigações. As mensagens estariam fazendo referência à contratação de criminosos para matar as duas autoridades.  

Nesta terça-feira, os endereços do conselheiro do TCE e cunhado de Jamil Name foram alvos de busca e apreensão, mas, durante a diligência em seu apartamento, a polícia acabou encontrando uma arma ilegal, o que forçou o seu encaminhamento para uma delegacia. Ainda, segundo anotações constantes no pedaço de papel, dois advogados, um com escritório neste estado e outro residente em Paraíba, seriam os responsáveis por comunicar pessoalmente a ordem de atentado às pessoas identificadas nas anotações pelos nomes de “Cíntia” e “Jerson”.

Independentemente de culpados ou inocentes, a Operação Omertà vem sendo encarada como uma Lava Jato à moda da casa, dentro de uma realidade tipicamente sul-mato-grossense, contra grandes e pequenos suspeitos de envolvimentos com atividades criminosas. A operação está passando a limpo uma série de situações que até então estavam nebulosas, com autorias e mandantes desconhecidos, apesar de certos indícios. O Gaeco e Garras têm tido coragem de enfrentar nomes de peso, e a esperança é de que tudo seja levado até o fim, identificando e punindo quem realmente seja culpado.

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.