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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "Esse trânsito é violento e mata"

O trânsito da Capital está mais letal neste ano, apesar de o número de acidentes estar menor. Ontem, uma diarista pilotando motocicleta, perdeu a vida violentamente na Avenida Gury Marques
20/02/2020 03:00 - Da Redação


O trânsito campo-grandense continua sendo palco de mortes e os últimos levantamentos indicam que neste início de ano, por exemplo, o número de acidentes com óbitos, em Campo Grande, é o maior dos últimos quatro anos. A radiografia expõe uma situação preocupante, ainda mais quando se olha para a tendência dessas estatísticas até o final do ano.

O pior de tudo é que muitos dos episódios trágicos ocorridos nas vias públicas são evitáveis, pois a maioria ainda acontece em razão de imprudência, negligência ou imperícia dos motoristas, motociclistas e pedestres. Em meio aos comportamentos culposos são vistas como causas da violência no trânsito o  trafegar em velocidade inadequada, inexperiência na direção, falta de atenção e de manutenção  do veículo, além da tão criticada direção sob efeito de alool. São falhas humanas e nesse contexto, como observam os técnicos do setor e como já dito, evitáveis.  

Tais negligências têm sido vistas mesmo os seus protagonistas sabendo que os acidentes no trânsito representam a terceira maior causa de morte no mundo, perdendo apenas para doenças cardíacas e câncer.  

Não é de hoje que as pessoas sabem, por exemplo, que ingerir álcool e dirigir aumenta o risco de um acidente, pela redução dos reflexos. Contudo, muita gente ainda não tomou consciência disso e continua bebendo e dirigindo. E os números de mortos e os leitos de pronto-socorros e hospitais apontam para as consequências disso. Na esteira de prejuízos, não bastassem as mutilações de corpos e as perdas de vidas, há a alta demanda de leitos hospitalares, as faltas ao trabalho, as indenizações e outros gastos materiais que geram, além do custos sociais, ambientais e psicológicos.

Para não entrar nas estatísticas negativas das ruas, avenidas e rodovias, é possível tomar atitudes simples, capazes de diminuir bastante os riscos de acidentes. É preciso ter em mente que, se todos os motoristas e pedestres tomarem consciência de que a segurança no trânsito é uma responsabilidade a ser compartilhada, as vias se tornarão locais mais seguros.

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.