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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "A hora de renegociar os consignados"

Servidores públicos estão sendo orientados a procurar os bancos para renegociar seus empréstimos consignados
09/04/2020 03:00 - Da Redação


As dificuldades econômicas que estão aí ou que se avizinham, por conta da pandemia do novo coronavírus, estão levando à busca de medidas para reduzir os impactos também nas finanças pessoais. Se de um lado o governo federal vem procurando mecanismos para garantir renda aos trabalhadores, inclusive aos informais, do outro, servidores públicos tentam de todas as maneiras um alívio no orçamento doméstico.

Na tentativa também de socorrer o funcionalismo, o governo de Mato Grosso do Sul está orientando os servidores ativos e aposentados a procurarem os bancos para renegociarem seus empréstimos consignados. Levantamentos indicam que entre os funcionários da ativa há mais de 50 mil operações de crédito, o que representa R$ 29,3 milhões em empréstimos. Já os aposentados contrataram 42,5 mil destas operações, totalizando R$ 32,1 milhões. Muitos deles, especialmente os com menores salários, estariam ameaçados pela calamidade pública da Covid-19.

A ideia é que nesse socorro parcelas da renovação sejam fixas e os juros contados depois do prazo de seis meses. O funcionário público ainda teria a liberdade de renovar um ou todos os contratos que tem com a instituição financeira. Alguns mais arrojados, inclusive na Assembleia Legislativa, chegam a propor a suspensão do desconto em folha por três meses desses empréstimos. As parcelas seriam acrescidas no fim do contrato.  

Alternativas como essas vêm sendo propostas em vários estados. Há governos negociando para que seus servidores possam fazer empréstimos consignados com juros menores, favorecendo aqueles que firmarem contratos a partir de agora.

Em uma outra frente, preocupados com a parte da população que não está conseguindo manter sua renda mensal por causa da crise do coronavírus, vários senadores apresentaram propostas para suspender o pagamento de empréstimos durante a pandemia. É o caso do senador Jaques Wagner (PT-BA), que propôs a suspensão do pagamento de quatro parcelas dos financiamentos imobiliários, entre elas as do programa Minha Casa Minha Vida. Outro projeto suspende os descontos em folha de valores referentes a empréstimos consignados contratados por empregados, aposentados e pensionistas. O texto alcança o pagamento de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e operações de arrendamento mercantil.

Para os defensores de tais propostas, isso será fundamental para que famílias endividadas possam sobreviver a este momento excepcional pelo qual passa o País. Uma coisa é certa: em momentos como os de hoje, é preciso negociar e renegociar. 

Felpuda


As definições no que se relaciona aos nomes para a disputa eleitoral vêm ocorrendo aqui e acolá. Pré-candidato que sonha comandar cidade o interior poderá deixar de ver o seu sonho realizado. É que o dito-cujo terá de enfrentar as lembranças de rumoroso caso que se tornou escândalo depois da denúncia de uma servidora. Há quem garanta que é só a campanha começar para a história ser contada capítulo por capítulo. Afe!