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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "O respeito de volta às escolas"

Avança a passos largos o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Trata-se de proposta que pode mudar não apenas a formação dos estudantes, mas também devolver a disciplina há muito perdida em estabelecimentos públicos se ensino.
17/02/2020 03:00 - Da Redação


A implantação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) é uma iniciativa do governo Jair  Bolsonaro, com envolvimento direto do Ministério da Educação com apoio do Ministério da Defesa. A ideia é que as escolas inseridas no programa por estados e municípios tenham um funcionamento híbrido, significando dizer que, enquanto professores e demais profissionais da educação são responsáveis pela área didático-pedagógica, militares, especialmente da reserva, atuam na gestão administrativa e formação disciplinar dos alunos. Não se trata de militarizar a unidade de ensino, mas sim, como sustenta o Ministério da Educação, melhorar o ambiente escolar pela parceria. A proposta do governo federal é implantar 216 escolas cívico-militares em todo o País, até 2023, sendo 54 por ano.    

Uma escola cívico-militar não é a mesma coisa que escola militar. Colégios militares são instituições mantidas com verbas do Ministério da Defesa e têm autonomia para montar o currículo e a estrutura pedagógica. Já as escolas cívico-militares deverão ter a gestão compartilhada: os militares não atuam como professores, mas como verdadeiros tutores.

Para isso, o MEC buscará uma alternativa para a formação cultural das futuras gerações, pautada no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia, tornando-os, desta forma, melhores cidadãos. Como já dito, os militares não ocuparão cargos dos profissionais da educação. A gestão na área educacional será alcançada por meio de ações destinadas ao desenvolvimento de comportamentos, valores e atitudes, com vistas ao desenvolvimento pleno do aluno e ao seu preparo para o exercício da cidadania.

Uma coisa é certa: se o programa conseguir devolver aos estudantes a observância do respeito aos professores, funcionários e mesmo aos colegas, já terá obtido um grande avanço e por consequência, o consumo de drogas e a violência serão as primeiras mazelas a desaparecer de dentro e dos portões dos estabelecimentos de ensino. Que venham mais escolas cívico-militares!

Felpuda


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