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EDITORIAL

Confira o editorial desta sexta-feira: "Esperança para a antiga rodoviária"

A tão comentada falta de segurança no prédio da antiga rodoviária de Campo Grande, especialmente em razão da presença de pequenos traficantes e usuários de drogas, poderá receber uma solução: a Delegacia de Pronto Atendimento do Centro (Depac Centro)
28/02/2020 03:00 - Da Redação


A medida é vista como uma estratégia para assegurar a presença permanente da polícia no antigo Terminal de Transporte Coletivo Heitor Eduardo Laburu. Isso porque nem mesmo as constantes etapas da Operação Laburu executadas no local e em seu entorno pela Polícia Militar têm sido suficientes para mudar o cenário. O esforço da operação tem como objetivo reduzir o uso e o tráfico de drogas nas imediações da antiga rodoviária e outros pontos sensíveis da área central.

Na prática, além da grande concentração de pessoas que passam drogas de mão em mão, há também a presença de foragidos da Justiça, assim como os pequenos “hotéis” das imediações com problemas de alvará e que servem de pontos para prostituição ou até mesmo consumo de entorpecentes.

Agora, a aparente solução é levar a Depac Centro, hoje na Rua Padre João

Crippa, para o prédio. Em contrapartida pela cedência do espaço de até 350 metros quadrados pela Prefeitura de Campo Grande, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) oferecerá, por intermédio da Academia de Polícia (Acadepol), cursos e reciclagens para os agentes da Guarda Civil Metropolitana. A Sejusp espera apenas o término da reforma para fazer a mudança para o novo endereço.

O projeto é válido, assim como toda e qualquer iniciativa para melhorar a sensação de segurança na área central da Capital. Contudo, a situação da antiga estação rodoviária não pode ser vista só como um problema de segurança pública, mas também – e principalmente – de saúde pública. Os usuários de drogas, por exemplo, não vão deixar o consumo dessas substâncias apenas porque a polícia estará na rodoviária. Se eles não forem tratados e assistidos, mediante internação compulsória ou não, haverá somente migração para um outro local, provavelmente na mesma região central da cidade.

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.