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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "De pires na mão em dias de pandemia"

Governos estaduais esperam aprovação do Plano Mansueto para garantir mais recursos no enfrentamento da Covid-19
07/04/2020 03:00 - Da Redação


Em tempos difíceis como esses de calamidade pública pela pandemia do novo coronavírus, governantes estão sendo obrigados a buscar estratégias para que os cofres públicos se mantenham em equilíbrio. A disseminação da Covid-19 atingiu em cheio a economia mundial e, obviamente, o Brasil não fugiu a essa regra. Em um cenário de instabilidade, o desafio tem sido evitar um colapso da economia propondo medidas de contenção e, ao mesmo tempo, de investimentos para garantia de arrecadação.

Para os estados, uma das alternativas está sendo buscar socorro da União para conter os reflexos do combate à pandemia. Há poucos dias, em reunião com governadores por videoconferência, o presidente Jair Bolsonaro prometeu medidas de socorro a estados e a municípios no enfrentamento da crise.

Os governos estaduais têm pedido uma ajuda maior da União, alegando que o até aqui anunciado não será suficiente para se fazer frente às exigências destes dias de calamidade pública. Até mesmo porque os primeiros indícios de queda na demanda já começam a chegar aos cofres dos estados e dos municípios, tendência que deve se acentuar nas próximas semanas.

Nesse compasso de “pede, espera”, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, tem destacado a necessidade de medidas urgentes para evitar a paralisação das atividades econômicas estaduais, até para garantir a chegada de equipamentos e de insumos para a área da saúde. Mas também aguarda uma decisão sobre a possibilidade de empréstimo federal para definir novas medidas de ajuda à economia. Segundo ele, está em análise uma série de detalhes e se houver espaço fiscal poderá ser contratado um empréstimo – o Plano Mansueto – para estender as mãos aos setores que enfrentam maiores problemas.

Reinaldo Azambuja projeta um rombo de R$ 1,4 bilhão na receita com impostos prevista para este ano por causa da desaceleração econômica, efeito causado pelas medidas de isolamento para conter o avanço do coronavírus no Estado. O governador negocia empréstimo de R$ 1 bilhão (US$ 200 milhões) com bancos internacionais. Mas, para isso, depende de aprovação da medida de socorro aos estados por intermédio do Plano Mansueto, em pauta desde o ano passado e que provavelmente deve ser votado hoje no Congresso Nacional. A expectativa é a de que a aprovação do plano, que flexibiliza regras, permita um reforço nos recursos dos estados para o enfrentamento da pandemia.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.