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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Esforço conjunto em benefício comum"

Iniciativas comunitárias têm feito diferença na garantia de equipamentos de proteção aos trabalhadores da saúde
31/03/2020 03:00 - Da Redação


Uma das maiores preocupações dos últimos dias em todo o País – e Mato Grosso do Sul não foge a esta regra – é que haja fornecimento de equipamentos de proteção individual aos profissionais da saúde que se encontram na linha de frente do combate ao novo coronavírus (Covid-19). Além de proteger as equipes, os EPIs também são importantes para assegurar a saúde dos pacientes, evitando, por exemplo, que um trabalhador contaminado e assintomático os contagie. Por isso, a regra atualmente é produzir mais e mais, pois o muito acaba sendo pouco, pelo uso e descarte contínuos.

Nos últimos dias, a consequência do excesso de uso destes equipamentos por necessidade é que diversos hospitais brasileiros vêm relatando escassez de itens de segurança profissional específicos para ambientes contaminados por aerossóis – comuns em doenças respiratórias. Por causa deste cenário de emergência sanitária, trabalhadores da saúde vêm denunciando que estão atuando sem equipamentos de proteção e prevenção, como máscaras e álcool em gel, e, portanto, estão arriscando suas vidas para salvar outras, além de colocar em risco a de seus familiares.

Diante deste quadro e para evitar que haja agravamento, várias frentes comunitárias estão surgindo com um esforço comum de produção dos protetores. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e parceiros abriram uma importante frente de trabalho, mobilizando reeducandos de várias unidades penais para a confecção de equipamentos de proteção individual, materiais de higiene, álcool 70, máscaras, capotes e gorros. A proposta surgiu da grande necessidade dos hospitais de diferentes municípios utilizarem roupas privativas e equipamentos de proteção, os quais estão em falta no mercado especializado. É uma iniciativa relevante e com uma produção que vai atender à demanda que existe e que está por vir de abastecimento de hospitais. A ideia é que todos possam usufruir e poupar os equipamentos que existem para os profissionais que estarão na linha de frente dos atendimentos.

Também há a inciativa do Procon Municipal e de uma ong, que juntos também estão produzido máscaras, aventais, gorros e outros. Além destas e outras providências, não passam desapercebidas as campanhas de arrecadação de máscaras de pano e outros itens pela internet.

Tudo isso revela uma conclusão: chegou o momento de um esforço conjunto, a fim de que, no fim da linha, haja um benefício comum para que a saúde de todos seja preservada.

Felpuda


Sem conseguir controlar a verborragia, figurinha estreante no mundo político-partidário, e que se acha “o último biscoito do pacote”, acabou batendo de frente com titãs da política. Primeiro perdeu os anéis e, agora, os dedos correm sérios riscos. Anda “ameaçando” deixar o lugar onde se encontra, só que por lá vem ouvindo frases como “se é por falta de adeus...”, “os incomodados que se mudem” e “não fará nenhuma falta”.

Como se vê...