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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Coronavírus: amanhã será um dia melhor!"

Em tempos de pandemia, o mundo está descobrindo que os maiores inimigos a serem vencidos são o vírus e o medo
21/03/2020 03:00 - Da Redação


Muito se tem falado nas últimas semanas sobre doença, riscos, pânico, etc., tudo por causa da proliferação do novo coronavírus (Covid-19). Mas é importante que se diga que o medo não pode paralisar o ser humano. Torna-se necessário ver as coisas também sob a ótica da confiança, das ideias positivas e da perspectiva de crescimento que toda crise proporciona, seja ela qual for.

Independentemente da crença professada, são em momentos como os de hoje vividos que se pode experimentar o valor que a fé exerce sobre os componentes emocional e espiritual humanos. Não se trata de alienação ou mesmo de invocação de uma fé irresponsável e inconsequente, mas, sim, de crer que há uma oportunidade de amadurecimento em meio às lutas. Certo é que, com o novo coronavírus à porta, igrejas, mesquitas, sinagogas, centros e templos de qualquer culto estão sendo levados a fortalecer os seus papéis e também buscar meios para proteger suas congregações e ajudar a impedir a propagação do contágio.

Na outra ponta, tem-se visto, em meio à pandemia atual, governantes reconhecerem que não podem olhar somente para as estratégias de arrecadação de impostos, mas, sim, para as necessidades reais da população que eles representam; comerciantes perceberem que nem sempre o lucro é o mais importante, posto que a freguesia respeitada e cuidada hoje será a clientela fiel amanhã; e o próprio povo entender a seriedade do isolamento social temporário para que o vírus perca a sua força de transmissão e mais rápido seja possível o mundo sair dessa crise. As coisas não se resolverão sozinhas. Será preciso ter a determinação de mudar a própria mentalidade, com confiança.

Os dias são outros. A solidariedade está voltando com mais força. Famílias estão redescobrindo a importância de novamente estarem juntas, dentro de casa, por um propósito comum. As pessoas, individualmente, estão se despertando para o fato de que a higiene simples, como mãos sempre limpas, não espirrar ou tossir em cima dos outros ou sem anteparos, ou mesmo falar muito próximo, são os principais antídotos para muitas doenças.    

A luta é de todos e por todos. O que não pode é se deixar abater. Se o mundo se submeter à fraqueza e ao pânico, o gigante, como o Golias da fé de alguns, tripudiará diante e sobre todo um povo amedrontado. Mas, se a garra for buscada naquele (ou naquilo) em quem se crê ou se pode fazer, algumas “pedrinhas e um estilingue” serão instrumentos simples para vencê-los. Seguramente, esta será uma vitória a ser contada a muitas gerações. O amanhã vai ser um dia bem melhor!

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!