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ARTIGO

Liliane Pimentel Ribas e Giuliana Gattass: "Como nos manter em alta performance na pandemia?"

Advogadas
06/04/2020 02:00 - Da Redação


Mark Manson, autor do livro “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se”, escreve: “Imagine que alguém coloque uma arma na sua cabeça e ameace matar você e toda a sua família se você não correr quarenta e dois quilômetros em menos de cinco horas. Seria terrível”.

Agora imagine que em um belo dia de sol você acorde e resolva comprar roupas esportivas e um bom tênis. E após alguns meses de treinos diários, consiga completar a sua primeira maratona de 42 km – sem dúvida um dos grandes momentos da sua vida. Você tem duas situações distintas em que a mesma pessoa corre exatamente a mesma distância, e está exatamente com a mesma dor após os 42 km.  

Tanto no evento forçado e doloroso como no evento escolhido e feliz há sempre a certeza de que escolhemos passar por aquilo, de que somos responsáveis pelo nosso destino. Quando acreditamos ter escolhido nossos problemas, sentimo-nos empoderados. O oposto acontece quando achamos que eles nos foram impostos: nos sentimos vitimados e infelizes.

Trazendo as palavras de Mark à nossa realidade atual, época de pandemia do novo coronavírus, em que grande parte da população mundial está em quarentena, trancafiada em suas casas, longe de pais, irmãos e amigos, sem poder sair de casa até mesmo para trabalhar, tudo para mitigar a proliferação de um vírus letal.  

Mas como podemos manter a alta performance no meio do caos? Porque tenho de ficar em casa em isolamento social?

Devemos colocar em nossas mentes que devemos ficar em casa para que os idosos não adoeçam, bem como para preservarmos a vida dos demais, devemos pensar no bem comum. A partir do momento em que conseguirmos colocar nas nossas mentes que o isolamento é uma decisão nossa, para preservar a vida daqueles que amamos e beneficiar a sociedade de modo geral, vamos começar a nos sentir empoderados.  

Mesmo nesse período de pandemia, não podemos deixar que a nossa autoestima e a nossa motivação se percam. Podemos nos servir das lives para compartilhar nossos conhecimentos, para adquirimos conhecimentos, fazermos cursos a distância, ouvirmos um show de música ou utilizarmos das novas tecnologias para encurtamos as fronteiras e diminuir a saudade dos parentes e amigos.  

Em vez de nos desesperarmos, devemos pensar que o universo está nos concedendo aquele tempo a mais que tanto desejamos, por isso, devemos usar os obstáculos, as adversidades, a nosso favor. E em momento algum podemos nos esquecer da ética e do nosso lado humanitário diante de tantas adversidades.

Devemos aproveitar para nos tornarmos mais saudáveis: fisicamente, emocionalmente e até intelectualmente. Por que não aproveitamos para ler aqueles livros que estão esquecidos, fazer tudo aquilo que reclamávamos antes de não ter tempo para fazer? Ao mesmo tempo que devemos nos preocupar com o nosso físico, devemos nos preocupar com o nosso equilíbrio emocional.

Aos concurseiros, não fiquem tristes porque aquele concurso foi adiado, afinal, já parou para pensar que é mais tempo para se prepararem para eles?  

Não se esqueçam que um falido pode se recuperar; já para um falecido não há segunda chance.

Seguimos fortes, firmes, com muita fé e esperança que nosso esforço não será em vão. O problema não está fora de controle, nós estamos no controle, salvando milhões de vidas. Aproveite, a hora é agora!

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.