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ARTIGO

Nylson Reis Boiteux: "Citação do comandante do IV Corpo de Exército Americano"

Coronel reformado, diplomado pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
25/02/2020 02:00 - Da Redação


“Quartel General do IV Corpo de Exército, em 26-II-1945. Ao Senhor General Comandante da 1ª D.I.E. – F.E.B.”.

“Por intermédio desta, elogio-vos e a todos os Oficiais e Praças sob o Vosso comando que participaram da recente operação do IV Corpo, que resultou na captura e na consolidação do maciço Belvedere – Castello e no avanço da parte correspondente a vossa linha de frente, de cerca de uma milha, na execução da missão que vos foi confiada, desempenhada de modo digno de tropas experientes em que já as transformaram os vossos comandados.  

Na captura de Monte Castello e no avanço subsequente contras tenaz resistência inimiga, foi revelado por parte da Força Expedicionária Brasileira um espírito ofensivo altamente satisfatório. A coordenação do vosso ataque, tanto entre as própias Unidades como a Divisão vizinha, evidenciou, da mesma forma, um meticuloso plano de Estado-Maior e uma excelente supervisão no campo de batalha. A disciplina de fogo, de que o esquema da manobra necessita como um todo, foi bem realizada e demonstrou a louvável ação de comando por parte dos Comandantes das Unidades subordinadas.  

Um honroso desempenho das Tropas Brasileiras, sob o vosso comando, estabeleceu um padrão elevado que servirá para estimular todos os outros elementos da vossa Divisão, quando chegar a oportunidade de lançá-los em novas ações de ofensivas. Meus cumprimentos, oficiais e pessoais, são extensivos a vós pela exemplar ação de comando. (a) Willis D. Crittenberger, Major General, Comandante do IV Corpo de Exército”.

COMENTÁRIO – A ida das tropas brasileiras para o Teatro de Operações da Europa tem uma significação histórica especial, pois foi a primeira vez que saíram brasileiros para combater fora do nosso continente e tomar parte efetiva em uma guerra mundial, ao lado dos famosos exércitos ingleses, americanos e outros aliados contra um inimigo potente, a Alemanha, cuja belicosidade havia subjugado quase toda a Europa Continental. E os brasileiros entraram na guerra quando o exército ítalo-germânico dominava a África do Norte e o Atlântico era um viveiro de submarinos inimigos. Mesmo assim, fomos destemerosamente ao combate ao lado das Nações Unidas.  

A FEB foi constituída por elementos oriundos de todos os cantos do Brasil e na sua preparação tiveram de ser resolvidos muitos problemas, pois a entrada do nosso País na guerra veio encontrar o Exército com uma estrutura normal, mas inadequada para atuar entre unidades norte-americanas com as quais teria de entrar em operações. Daí a FEB teve sua organização e treinamento ajustados de maneira a adaptar os nossos conhecimentos e práticas aos já utilizados pelo exército dos Estados Unidos. Desmentindo os prognósticos dos derrotistas e em uma vigorosa demonstração da capacidade da fibra de nossa gente, avançando para uma guerra desconhecida, em terras e climas que jamais se vira ou se sentira, soube ela dominar esses fatores negativos e exibir todas as reservas de coragem, heroísmo e lealdade de que os brasileiros são depositários, igualando-se aos melhores combatentes do mundo. A prova dessa afirmação são as palavras lisonjeiras do General Crittemberger, acima transcritas. MONTE CASTELO, ORGULHO DO BRASIL E DO SEU EXÉRCITO PELA SUA CONQUISTA!

Fontes de consulta: “A FEB pelo seu Comandante Marechal J. B. Mascarenhas de Moraes”, 1947, Instituto Progresso Editorial S.A., SP; “Brasil 500 anos – Atlas Histórico”, Isto É, Grupo de Comunicação Três/S.A., SP, Brasil; “BC History – Brasil na 2ª Guerra”, ano 3, nº 12, 2016; Autores: Aspasia Camargo e Walder de Goés, “Diálogo com Cordeiro de Farias. Meio Século de Combate”, Biblioteca do Exército Editora, RJ, 2001.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.