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OPINIÃO

Rodrigo Capella: O agronegócio e a gastronomia molecular

Palestrante de agronegócio
02/03/2020 01:00 - Da Redação


Confesso que a primeira vez em que li sobre gastronomia molecular não me animei a provar os pratos. Sim, fui resistente. Mas, pouco a pouco, aprofundei a pesquisa até entender claramente que a comida molecular é, na verdade, uma vertente da nossa culinária que tem como principal característica a alteração na forma e na textura dos alimentos. Ter encontrado essa definição me animou a ir a um restaurante para participar de uma degustação específica.

A experiência me surpreendeu, com pratos salgados e doces. Azeitona em pó, arroz em formato de casca de pão e sobremesas saindo fumaça (quando usado o nitrogênio líquido) foram alguns dos produtos que consumi.

Destaque também para o sorvete de limão servido em formato de bola de cristal (para degustar, foi necessário quebrar a bola com uma colher) e espaguete de rabanete (de sabor intenso e marcante). É como se a comida brincasse comigo, despertando, a todo momento, sensações, sabores e percepções. Tudo era diferente do que eu estava acostumado a provar no meu dia a dia.

Durante a refeição, pensei em uma pergunta, com grande força: gastronomia molecular é agronegócio? Não demorei para responder: “Sim, claro que é”. Afinal, esse tipo de culinária tem como base frutas, cereais, vegetais, entre outros, transformando-os em alimentos mais, digamos assim, exóticos.

Outro ponto importante: a comida molecular estimula diretamente o consumo e a descoberta de produtos, já que os apresenta de uma maneira diferente, fazendo com que o consumidor tenha curiosidade em provar.

Isso fortalece o nosso agronegócio. Assim como eu tive resistência em consumir pratos da culinária molecular, muitas pessoas têm rejeição a determinados produtos. Quando estes são modificados, em um passe de mágica se tornam mais atraentes. É o velho pensamento mais atual do que nunca: primeiro comemos com os olhos. Que continue assim. O agronegócio agradece.

Felpuda


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