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ARTIGO

Venildo Trevisan: "Compaixão no caminho"

Frei
07/03/2020 02:00 - Da Redação


Uma expressão muito preciosa aparece quando declaramos: “Somos caminheiros nos caminhos da vida”. E como seria importante se conseguíssemos descobrir quais seriam os desejos e os sonhos de tantos e tantas que andam pelo mesmo caminho com os olhos fitos no horizonte e o coração pulsando de esperanças. Como seria confortador saber que à nossa frente há alguém que já passou por dificuldades e dúvidas e agora caminha seguro em seus sonhos.

São homens e mulheres cultivando atitudes espontâneas de amor e de compaixão. Amor pela beleza da vida e compaixão com aquelas pessoas que ainda não descobriram a grandeza de ideais que enobrecem o modo de partilhar sentimentos e emoções que engrandeçam nosso jeito de interpretar e vivenciar os valores da alma e da mente humana.

É importante frisar que estamos no período da Quaresma. Tempo de exercitar a acolhida e a compaixão. Somos caminheiros solidários, e não solitários. Sempre atentos ao que acontece ao nosso redor. Sempre prontos para socorrer e reanimar os corações cansados de lutar, mas com esperança de serem vitoriosos um dia.

No texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano, número 21, “na busca de transformação e santificação, a Igreja no Brasil oferece às comunidades, no tempo da Quaresma, uma realidade para ser refletida e rezada”.

Creio que nesse tempo precioso da Quaresma será importante também analisarmos com empenho e muita fé em maior profundidade o Objetivo Geral e os Objetivos Específicos do Tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”. E o Lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. Para melhor entender esse tema, há a proposta de um Objetivo Geral: “Conscientizar à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa casa comum”.    

Esses são alguns dos objetivos a serem alcançados. São objetivos que deveriam se tornar alicerces que sustentem as bases afetivas e efetivas na construção de uma sociedade mais justa e mais solidária, abrindo as portas da esperança de um mundo mais nobre e mais irmão.

Essas propostas acontecem todo o ano no período da Quaresma. São situações humanitárias e sociais suplicando solidariedade e compaixão. Solidariedade como atitude de compromisso fraterno. Compaixão como prolongamento das atitudes do Mestre que nos interpela em nosso dia a dia a não olhar de longe, mas fazer-se luz a dissipar as trevas do comodismo e alimentar as atitudes de compaixão.

Todas essas propostas e convites visam conscientizar sobre o plano de uma vida mais humana e  mais condizente com os princípios evangélicos. Propor a compaixão. Essa é a meta fundamentada na Palavra de Deus. Propor a ternura no lugar da indiferença. Propor um cuidado especial para com os marginalizados da sociedade no lugar da frieza da alma.

Facilmente alegamos outros compromissos para não aceitar e assumir esses desafios que a fome, o desemprego e as doenças ameaçam nossa segurança. Muitos ainda são os caídos à beira do Caminho e poucos são os que veem, sentem compaixão e cuidam deles.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!