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ARTIGO

Venildo Trevisan: "Ver o caminho"

Frei
21/03/2020 02:00 - Da Redação


Cada dia de vida constitui uma nova  página no livro de nossa história. E, com o passar do tempo, veremos que existiram páginas sofridas, acontecimentos amargos e aborrecimentos que deixam marcas de sangue.

Viver! Eis o desafio. Viver bem! Eis o sonho de homens e mulheres que, embora não vejam claro e seguro o caminho, assim mesmo apostam em sua fé e acreditam que pela frente sempre haverá perspectivas mais nobres.

São homens e mulheres andando na escuridão. Pouco ou nada entendem a respeito de uma vida saudável e benfazeja. Veem o mundo enfrentando essa epidemia inexplicável. Mas, enquanto houver uma migalha de esperança, continuarão caminhando, construindo e confiando. Mesmo traídos pela ganância de alguém, acreditam que a força da graça de Deus um dia lhes mostrará o caminho seguro que haverá de conduzi-los à felicidade plena.

São seres humanos que confiam na proteção divina. Acreditam na bondade e na generosidade de Deus. Mesmo na dor, confiam em Deus. Mesmo quando tudo parecer ameaçando sua vida, dobram os joelhos e elevam sua prece de confiança. São almas santas. São almas puras. Nelas não há desconfiança e nem medo. Confiam na generosidade divina e na proteção do alto.

Longe de pensar em abandono. Longe de julgarem-se esquecidos. Acreditam piamente que a justiça de Deus pode tardar, mas não falhar. A demora não altera a sua fé. A distância não abala sua esperança, pois seu amor brota de um coração confiante e desprendido.

Temos na Bíblia sagrada um fato, entre tantos, que revela a profundidade da fé que levou um homem cego de nascença a testemunhar corajosamente sua fé e sua confiança na bondade e na misericórdia divinas. Os chefes do povo o intimaram a depor perante o tribunal. E ele, na espontaneidade de uma pessoa simples, expressou seus sentimentos com alegria e muita fé.

E isso criou um ambiente muito delicado ao ponto de confundir os membros da Corte quanto ao tipo de castigo que deveria ser imposto. Deveria ser um castigo que deixasse a posição deles livre de qualquer interpretação.

Não queriam (como ainda hoje acontece) que o nome deles sofresse algum vexame. Nada melhor do que expulsar o homem da Sinagoga. Não foi apenas um castigo. Foi, acima de tudo, demonstração da astucia e da maldade dos que ocupavam altos cargos.  

Assim é a justiça dos homens. Mas a de Deus é bem outra. De acordo com o Evangelho de Lucas, o Mestre nos diz: “Sejam misericordiosos, como também o Pai é misericordioso. Não julguem e não serão julgados. Não condenem e não serão condenados. Perdoem e serão perdoados. Deem e será dado a vocês. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. Pois com a medida com que medirem serão também medidos” (Lc.6,36-38).

Essa é a justiça de Deus. Pensamentos firmes. Atitudes definidas. Expressões sinceras. E amor a toda prova. Trata cada qual de acordo com a capacidade de captar e acolher esses ensinamentos. Não faz distinção de pessoas. Trata a cada um, a cada uma de acordo com a capacidade de ser entendida e orientada.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!