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Líderes terena e guarani-kaiowá representam indígenas de MS no Acampamento Terra Livre

Delegações começaram a chegar neste domingo (23)  para a edição de 2023 do evento, que ocorre até sexta-feira

Celso Bejarano

23/04/2023 - 18h32

São esperados mais de 6 mil indígenas na capital federal para as atividades desta semana, onde a partir de amanhã (24) até sexta-feira (28) será promovido o Acampamento Terrra Livre com vários debates e eventos. 
Entre os quais, plenárias e marchas pelas ruas de Brasília para protestar contra o projetos de lei considerados por eles como “anti-indígenas”.

Um desses projetos, o Projeto de Lei 191/2020, permite a mineração em terras ancestrais dos povos indígenas. Além disso, durante toda semana estão previstas noites culturais.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), organizadora do evento, o ATL reforça a importância da demarcação das terras indígenas no Brasil, paralisadas nos últimos quatro anos.

Demarcação é um dos temas que mais interessam os indígenas de Mato Grosso do Sul, principalmente os povos terena e guarani-kaiowá, que reivindicam ao menos 630 fazendas que seriam deles.

Os guarani-kaiowá são indígenas que vivem em Dourados, segunda potência econômica de MS, onde há muito lutam por seus direitos ao território. 

Nas últimas três décadas, seus protestos ganharam visibilidade e força na região por meio da "Grande Assembléia" do Guarani-Kaiowá, a conhecida Aty Guasu.

A entidade Apib destaca que mais de 200 terras indígenas estão na fila da demarcação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). 

Ao todo, 13 territórios estão com o processo em andamento, com a homologação a ser feita. Até o momento, cerca de 600 foram regularizadas.

O ATL é organizado pela Apib e construído em conjunto com suas sete organizações de base, sendo elas: Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), pela Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul), pela Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (Arpinsudeste), Comissão Guarani Yvyrupa, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Conselho do Povo Terena e Assembléia Geral do Povo Kaiowá e Guarani (Aty Guasu).

O PRIMEIRO

O primeiro ATL foi promvido em 2004 e, em 2022, reuniu mais de 8 mil indígenas, provenientes de 100 povos e de todas as regiões do país. 

Ao longo de dez dias de programação, os participantes do encontro abordaram pautas do movimento indígena. Também foi uma oportunidade de buscar fortalecer candidaturas de lideranças para concorrer a assentos no Congresso Nacional, já que era um ano eleitoral.

Veja a programação completa clicando aqui.

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