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Brasil é o sétimo país com mais bilionários, segundo Forbes

O brasileiro mais rico em 2024 é Eduardo Saverin, dono de uma fortuna de US$ 28 bilhões

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Do 2.781 bilionários no mundo, número recorde divulgado nesta segunda-feira (1º) no ranking anual da revista Forbes, 69 são brasileiros. A cifra coloca o Brasil como o sétimo país que mais abriga bilionários no mundo, que somam US$ 231 bilhões em patrimônio líquido.

O brasileiro mais rico em 2024 é Eduardo Saverin, dono de uma fortuna de US$ 28 bilhões (em torno de R$ 140 bilhões, na atual cotação). Ele é mais conhecido por ser um dos cinco fundadores do Facebook, ao lado de Mark Zuckerberg, e por investir em empresas de tecnologia ao redor do mundo. No ranking global, ele ocupa a 60ª posição.

Em sequência vem Vicky Safra, viúva de Joseph Safra, fundador do banco que leva o sobrenome da família, com US$ 20,6 bilhões (R$ 103 bilhões).

O desenrolar da divisão da herança bilionária, que se arrasta desde a morte do banqueiro, em 2020, tem sido guardado a sete chaves. Em novembro do ano passado, conforme informou a Folha de S.Paulo, a família contratou um rabino para tentar costurar um acordo entre a viúva e os filhos de Joseph: Alberto, Jacob, David e Esther.

Com exceção da nova liderança de Saverin, que desbancou a família Safra, a lista da Forbes mostra poucas alterações em relação à de 2023.

O terceiro lugar é de Jorge Paulo Lemann, de patrimônio líquido estimado em US$ 16,4 bilhões (R$ 82 bilhões), seguido por Marcel Herrmann Telles, com US$ 10,9 bilhões (R$ 54,5 bilhões), e Carlos Alberto Sicupira, com US$ 8,9 bilhões (R$ 44,5 bilhões). Os três são os fundadores do 3G Capital, grupo de investidores por trás de empresas como Americanas e Ambev.

Em sexto e sétimo lugar, vêm os dois herdeiros da família Moreira Salles, controladora do Itaú Unibanco: os irmãos Fernando Roberto, com US$ 7,6 bilhões (R$ 38,3 bilhões), e Pedro, com US$ 7,1 bilhões (R$ 35,8 bilhões).

O oitavo lugar é de André Esteves, fundador do BTG Pactual, dono de uma fortuna de US$ 6,6 bilhões (R$ 33,4 bilhões). Ele é seguido por Alexandre Behring, com US$ 6,3 bilhões (R$ 31,9 bilhões), que também fundou o grupo 3G Capital. Fecha a lista Miguel Krigsner, fundador d’O Boticário, com US$ 5,7 bilhões (R$ 28,7 bilhões).

BILIONÁRIA MAIS JOVEM DO MUNDO É BRASILEIRA

Livia Voigt, de 19 anos, é uma das novas caras do ranking global da Forbes. A estudante de psicologia é a bilionária mais jovem do mundo, com patrimônio de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) –e brasileira.

Ela e a irmã mais velha, Dora Voigt, são netas de Werner Ricardo Voigt, falecido bilionário cofundador da Weg, fabricante catarinense de motores, transformadores, geradores de energia e equipamentos elétricos. Cada uma detém 3,1% das ações da empresa. Dora, 26, também aparece na lista da Forbes com o mesmo valor de patrimônio.

Livia é dois meses mais nova que o italiano Clemente Del Vecchio, que perdeu o posto de mais jovem da lista para a catarinense neste ano. Dono de uma fortuna de US$ 4,7 bilhões (R$ 23,7 bilhões), ele é um dos herdeiros da Luxottica, maior fabricante de óculos do mundo e dona da marca Ray-Ban.
 

SOBERANIA NACIONAL

Extrema-direita usa Comitê dos EUA para distorcer realidade brasileira

Liberdade de expressão no Brasil encontra limites legais, diferente do que pode ser interpretado pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que veda limitar a liberdade de expressão

20/04/2024 19h00

WBO enfatiza que intenção é atacar as investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado que terminou com o 8 de janeiro de 2023. Reprodução/Agência Brasil-Marcelo Camargo

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Relatório do Comitê de Assuntos Judiciários da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos (EUA) - que criticava as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e uma suposta “censura da liberdade de expressão online no Brasil” - distorceu a realidade brasileira visando atacar as investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado que terminou com o 8 de janeiro de 2023.

Por trás dessa estratégia, estariam forças da extrema-direita tentando convencer a opinião pública estrangeira de que o Brasil está sob um regime de censura.

A avaliação é da organização não governamental Washington Brazil Office (WBO) que reúne especialistas brasileiros de diversas áreas nos Estados Unidos com objetivo de difundir análises sobre temas relacionados a sociedade brasileira em pauta na opinião pública internacional.

“[O relatório] distorce aspectos da realidade brasileira e, por isso, ficou claro que há grupos de interesse induzindo a erro e a uma leitura tendenciosa por parte dessa importante comissão”, disse Paulo Abrão, diretor-executivo do WBO e ex-secretário-executivo da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), em nota publicada pela organização nessa sexta-feira (19).

Para Abraão, um dos objetivos é garantir a impunidade para aqueles que promoveram o movimento que queria anular o resultado das eleições de outubro de 2022.

“Isso foi uma manobra induzida por membros da oposição de extrema-direita brasileira para fragilizar as investigações dos crimes cometidos dentro do país. É uma clara estratégia de impunidade deles”, completou.

A nota da entidade destacou que, em março, parlamentes brasileiros tentaram vender, nos Estados Unidos, a tese de que há violação à liberdade de expressão no Brasil por se exigir que plataformas digitais bloqueiem conteúdo com informação ilícita, mas essa versão não foi aceita pela Comissão de Direitos Humanos do Congresso dos EUA.

No início de março, uma comitiva de parlamentares da oposição, liderada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foi ao Congresso dos Estados Unidos denunciar suposto cerceamento à liberdade de expressão no Brasil.

O coordenador do Programa de Democracia do WBO, Pedro Kelson, disse que, dessa vez, a Comissão Judiciária foi instrumentalizada por este grupo de interesse para vazar dados sigilosos da justiça brasileira.

“[Essa estratégia] tem como objetivo tentar desmoralizar as investigações de responsabilizações contra os ataques ao Estado Democrático de Direito do Brasil com informações incompletas e superficiais sobre a realidade brasileira”, afirmou Kelson.

Liberdade de expressão

A liberdade de expressão no Brasil encontra limites legais, ao contrário do que pode ser interpretado pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que veda limitar a liberdade de expressão.

Nos EUA, por exemplo, pode-se fundar um partido nazista, que defenda a superioridade racial. No Brasil, tanto racismo quanto a defesa de uma ideologia nazista são crimes.   

“No Brasil, a ‘liberdade de expressão’ encontra limites na proteção de outros bens jurídicos individuais, como a honra; ou coletivos, como a segurança e o equilíbrio eleitoral. Além disso, o Judiciário brasileiro tem respaldo legal e independência judicial para determinar o bloqueio a perfis e postagens nas redes sociais”, argumentou Fábio de Sá e Silva, pesquisador associado do WBO.

Ainda segundo o especialista, perfis ou postagens que sejam usadas para cometer crimes, como o incentivo a golpe de Estado, pedofilia ou exploração sexual de crianças, podem ser derrubados de acordo com a lei brasileira.

“Embora seja possível pensar em exemplos de postagens ou contas de que foram banidas e que não se encaixam nessas hipóteses, é muito fácil pensar em postagens ou contas que se encaixam”, conclui Sá e Silva.

Democracia robusta

A nota da WBO enfatiza que o Brasil é hoje uma democracia pluralista robusta e não há nada parecido com a versão que a Comissão dos EUA propaga.

O pesquisador associado da organização sediada em Washington André Pagliarini disse que essa versão busca subverter o governo democraticamente eleito do Brasil. 

“Gritar ‘censura’, como têm feito consistentemente os apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro, evoca deliberada e dissimuladamente imagens do passado ditatorial do Brasil. Há muito que está claro para os observadores interessados na preservação das instituições democráticas do Brasil que o objetivo dessas pessoas tem sido o de se autoproteger e de fazer oposição política ao atual governo de Lula da Silva”, disse Pagliarini.

O especialista acrescentou que existem inúmeros caminhos para os indivíduos que desejam expressar  pontos de vista no Brasil. “Ninguém está sendo preso por compartilhar sua opinião no Brasil. Ninguém está sendo torturado ou exilado por causa de suas ideias”, ressaltou.

Regulação das redes

O Marco Civil da Internet (Lei 12.965 de 2014), nos seus artigos 18 e 19, descreve possibilidades para a remoção de conteúdo da internet e possíveis responsabilidades civis, argumentou David Nemer, também pesquisador associado do WBO. Segundo ele, as plataformas não estão totalmente imunes à responsabilização pelo conteúdo que permitem nas redes.  

“O artigo 19 enfatiza o princípio da liberdade de expressão, ao mesmo tempo que reconhece a necessidade de combater o conteúdo ilegal - o artigo 19 pode responsabilizar os provedores de internet pelo conteúdo se não seguirem as ordens judiciais”, especificou Nemer.

Para a ativista em democracia global Kristina Wilfore, diretora da organização Reset.Tech, que trabalha com direitos digitais, há interesse da empresa X (antigo Twitter), controlada pelo bilionário Elon Musk, de distorcer os fatos sobre a liberdade de expressão no Brasil para dificultar a regulação das redes.

“O Brasil deve continuar a lutar pela sua própria integridade territorial contra as big tech, cujo interesse principal não reside no que é bom para o Brasil, mas sim no que é bom para encher os seus próprios bolsos”, finalizou.

 

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Estudos

Indicadores da OMS e do Ministério da Saúde diferem sobre alimentação infantil, diz estudo

17/04/2024 17h00

GOV.BR/ Divulgação

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Os indicadores que avaliam alimentação infantil são diferentes entre OMS (Organização Mundial da Saúde) e Ministério da Saúde, de acordo com pesquisa da UFBA (Universidade Federal da Bahia) publicada na revista científica "Epidemiologia e Serviços de Saúde", em março.

Há disparidade entre as orientações para quatro indicadores que avaliam a alimentação complementar de crianças menores de dois anos.
A alimentação complementar inclui o grupo de alimentos oferecidos para a criança além do leite materno. A introdução dessa alimentação é o indicador com maior discordância dos órgãos de saúde.

A recomendação da OMS avalia a introdução alimentar considerando a consistência dos alimentos oferecidos —se são sólidos, semissólidos ou pastosos. Já o MS (Ministério da Saúde) considera se as crianças consomem por dia duas frutas e uma refeição de sal. A população estudada atingiu em mais de 94,3% a primeira definição, enquanto a segunda tem apenas 20,7% de prevalência.

O estudo acompanhou 286 crianças nascidas nas maternidades de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, durante dois anos, realizando entrevistas e visitas domiciliares desde os primeiros 30 dias de vida de cada criança e retornos aos 6, 12 e 24 meses. As prevalências de alimentação complementar foram avaliadas de acordo com as definições da OMS de 2021 e do Ministério da Saúde de 2015.

Para a coleta de dados sobre a alimentação, os pesquisadores usaram um questionário contendo uma lista de 20 alimentos de diversos grupos alimentares —como cereais, grãos, raízes e tubérculos; leguminosas; carnes e ovos; legumes e verduras; frutas; leite e derivados. A partir das informações, foram construídos os indicadores para avaliação da alimentação complementar, segundo critérios do MS e da OMS.

Os resultados do estudo mostraram que as práticas de alimentação complementar estão muito aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde, mas não do recomendado pela OMS.

"Os critérios utilizados pelo MS para sua definição são mais minuciosos e levam em consideração as peculiaridades brasileiras. Já a OMS propõe orientações gerais para avaliação dos indicadores visando abranger maior variedade possível de países", afirma a professora associada da UFBA, Daniela Rocha.

Por isso, os autores sugerem que a avaliação das práticas alimentares seja pautada nos critérios do MS, tendo em vista a maior proximidade com o que é praticado na população do país.

O estudo verificou ainda o comportamento dos entrevistados sobre três indicadores, que também apresentaram discordâncias entre si: diversidade mínima da dieta, frequência mínima da dieta e dieta minimamente aceitável.
Uma baixa prevalência em um indicador quer dizer que o serviço de saúde precisa trabalhar medidas com a população para melhorá-lo, de acordo com a pesquisadora.

Segundo o estudo, as diferenças entre as definições de diversidade mínima da dieta encontram-se no fato de, para o Ministério da Saúde, o leite materno e outros alimentos lácteos contabilizarem um único grupo alimentar, assim como um grupo único para carnes e ovos. É diferente da definição da OMS, a qual classifica esses alimentos em quatro grupos distintos. Dessa forma, é mais fácil atingir o mínimo de cinco grupos de alimentos requeridos para a diversidade alimentar.

"Carnes em geral, vísceras e ovos possuem características nutricionais similares por serem ricos em proteínas, gordura, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, o que justifica serem agregados como um único grupo alimentar", diz a pesquisa.

Já o indicador de frequência mínima de refeição leva em consideração apenas o número de refeições recebidas, segundo a OMS. Enquanto isso, a definição da pasta da Saúde considera uma rotina alimentar, e duas refeições principais para alcance do parâmetro mínimo adequado. A prevalência no primeiro caso chega a 97,2%, enquanto no segundo, a 44,8%.

O indicador de dieta minimamente aceitável trata da combinação dos indicadores de frequência mínima e diversidade mínima da dieta, e foi de 96,8% para a OMS e 26,9% para o MS.

"Na prática essa diferença [de parâmetros] levará a resultados diferentes na avaliação dos indicadores de alimentação complementar e consequentemente nas intervenções necessárias frente aos resultados encontrados", afirma a pesquisadora.

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