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Em vídeo, Bolsonaro chama apoiadores para ato na Paulista em 25 de fevereiro

"Nesse evento eu quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses," afirmou o ex-presidente

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gravou vídeo no qual chama apoiadores para um ato na avenida Paulista no próximo dia 25 de fevereiro, um domingo.

No vídeo, Bolsonaro pede aos apoiadores que não levem faixas e cartazes contra ninguém e fala em ato de apoio ao que chama de "estado democrático de direito". "Nesse evento eu quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses."

O pedido a apoiadores para que não levem faixas e cartazes é uma estratégia para evitar acirramento com o STF (Supremo Tribunal Federal) e o ministro Alexandre de Moraes, que deve ser o principal alvo do ato e que preside inquéritos que podem levar Bolsonaro a novas condenações.

Em atos anteriores, além de atacar STF e Congresso, os apoiadores bolsonaristas também levaram faixas e cartazes de apoio à implantação de um golpe militar no país, além de enaltecer a ditadura militar (1964-1985).

Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, o ex-presidente poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.

Bolsonaro ainda não foi indiciado por esses delitos, mas as suspeitas sobre esses crimes levaram a Polícia Federal a deflagrar uma operação que mirou seus aliados na última quinta-feira (8).

O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é alvo de diferentes outras investigações no STF. Neste momento, ele está inelegível ao menos até 2030.

CELULOSE

Às vésperas da ativação da fábrica de Ribas, Suzano troca de comando

Troca ocorre semanas depois de o CEO da Suzano ter criticado projeto do governo federal que prevê empréstimos com juros baixos ao setor industrial

29/02/2024 07h15

Walter Schalka esteve à frente da Suzano faz 11 anos e comandou a instalação da fábrica de Ribas do Rio Pardo

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João Alberto Fernandez de Abreu, diretor-presidente da operadora logística Rumo, renunciou ao cargo para assumir a função de novo CEO da Suzano. Ele vai substituir o empresário Walter Schalka no comando da empresa de celulose.

A troca do comando da Suzano acontece às vésperas da ativação da unidade de Ribas do Rio Pardo, prevista até o fim de junho. As obras estão em andamento desde 2021 e a produção anual de celulose está prevista em 2,5 milhões de toneladas, elevando a capacidade da Suzano de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneldas por ano.

Em janeiro, Walter Schalka se envolveu em polêmica com o Governo Federal, quando criticou o projeto Nova Indústria Brasil, que pretende conceder empréstimos com juros subsidiados ao setor industrial. Para ele, o Governo insiste em soluções que não deram certo no passado.

O presidente do DNDES, Aloísio Mercadante, rebateu o executivo e afirmou que a Suzano se beneficiou durante décadas com empréstimos subsidiados pelo banco e só por isso chegou ao patamar onde está. 

Após o anúncio da troca, as ações da Suzano subiram 0,99% e o valor de mercado da empresa subiu para R$ 74 bilhões.

Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quarta-feira (28), a Suzano informou que a partir do dia 2 de abril Schalka e Abreu irão conduzir conjuntamente o processo de sucessão -até julho, quando a troca será efetivada.

Ainda segundo a empresa, Schalka será indicado para compor a chapa na próxima eleição do conselho de administração e depois deverá integrar comitês como os de sustentabilidade e de gestão e finanças.

"A liderança visionária, estratégica, a expertise ímpar e a dedicação incansável do sr. Walter foram pilares fundamentais para o crescimento exponencial e transformacional da companhia ao longo dos últimos anos, a conquista de metas ambiciosas e a consolidação de uma reputação sólida no mercado", escreveu a Suzano no fato relevante.

Schalka estava no comando da companhia desde 2013.

"Com maestria soube alavancar a eficiência operacional da companhia, viabilizar a expansão de seu mercado endereçável, executar a bem-sucedida fusão com a antiga Fibria, liderar um dos maiores investimentos privados em andamento no Brasil com o Projeto Cerrado, dentre tantas outras contribuições determinantes para a Companhia", completou a empresa.

A Rumo diz que recebeu a carta de renúncia de Abreu em uma reunião também realizada nesta quarta. De acordo com a companhia, o executivo deixará o cargo a partir do dia 29 de março.

Formado em engenharia pela PUC-RJ, João Alberto Fernandez de Abreu já ocupou funções em empresas como Shell e Raízen e atualmente é membro do conselho da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários).

O cargo de Abreu na Rumo será ocupado por Pedro Palma, que até então exerce a função de diretor vice-presidente comercial da companhia.

(com Folhapress)

 

Dengue

Casos graves de dengue têm alta; idosos são os mais afetados

Dados mostram mais de 7,7 mil casos graves e com sinais de alarme

28/02/2024 22h00

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

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A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, alertou para o alto número de casos graves de dengue no país – sobretudo entre idosos com algum tipo de comorbidade. A declaração foi dada nesta quarta-feira (28) durante reunião com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“Esse é nosso pior pico dos últimos anos”, disse Ethel. “Precisamos pensar em uma entrada diferenciada para esses idosos no sistema de saúde. Uma porta de entrada para diagnóstico inicial e, para os pacientes que já estão com dengue e apresentaram piora no quadro, outro tipo de atendimento. Eles não podem competir com todos os outros para serem avaliados”, disse. São mais de 7,7 mil casos considerados grave e com sinais de alarme, conforme dados do ministério.

De acordo com a secretária, apesar do aumento de casos graves, o país registra menor letalidade provocada pela dengue. Os principais sorotipos que circulam no Brasil neste momento, segundo ela, são o 1 e o 2, mas há registros do tipo 3 e do 4. No ano passado, o principal sorotipo em circulação era o 2.

Durante a reunião, em Brasília, a secretária lembrou que, em 2023, o pico da dengue foi registrado entre o final de março e o início de abril. Em 2024, dados da pasta mostram que os primeiros dois meses já ultrapassaram o total de casos registrados durante o pico do ano anterior.

O painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde registra, desde 1º de janeiro, 991 mil casos prováveis de dengue e 195 mortes confirmadas. Há ainda 674 mortes em investigação. O índice de incidência, atualmente, é de 488 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Dia D
No próximo sábado (2), o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, vai realizar o Dia D de combate à doença. Com o tema Brasil Unido Contra a Dengue, serão realizadas ações de orientação para a população sobre os cuidados para evitar a disseminação da doença, como eliminar os criadouros do mosquito transmissor.

Vacinação
Em entrevista nessa terça-feira (27), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, esclareceu que a vacina contra a dengue continuará a ser disponibilizada para os municípios selecionados pela pasta para a faixa etária entre 10 e 14 anos. Os imunizantes para as idades de 10 e 11 anos já foram distribuídos. 

Segundo ela, o quadro atual da vacinação no país não é uma resposta para a situação de surto epidêmico, especialmente porque a vacina contra a dengue é composta por duas doses, com três meses de intervalo entre elas. 

O laboratório Takeda, fabricante da vacina Qdenga, vai ampliar a produção das doses por meio de um acordo com o laboratório indiano Biological, que passará a fabricar 50 milhões de doses da Qdenga por ano. Com isso, a meta de entrega de 100 milhões de doses poderá ser atingida até 2030.

 

 

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