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MORTE EM BAILE FUNK

Doria repete que não tem 'compromisso com o erro' ao falar sobre Paraisópolis

Doria repete que não tem 'compromisso com o erro' ao falar sobre Paraisópolis
08/12/2019 04:00 - ESTADÃO CONTEÚDO


O governador João Doria (PSDB) repetiu que "não tem compromisso com o erro" ao ser questionado se incorporaria parte das teses discutidas sobre segurança no Congresso do PSDB, em Brasília, no governo de São Paulo depois das ações da Polícia Militar em Paraisópolis e Heliópolis, na zona sul da capital paulista.

"Todas as teses não só as de segurança estão sendo debatidas aqui que forem objeto de conclusão serão analisadas, sim, pelo governo de São Paulo. Democracia é isso: é saber ouvir, saber permear e saber corrigir também, fazer tudo para acertar", disse Doria. "Em São Paulo, assim como no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, nós não temos compromisso com o erro. O compromisso é com o acerto."

Doria mudou o tom em relação ao caso de Paraisópolis e determinou uma mudança de protocolo da PM nesta sexta-feira, 6. Em discurso para uma plateia de empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o governador chegou a ficar com a voz embargada ao falar da tragédia e disse que, na próxima segunda-feira, 16, vai receber representantes da comunidade e familiares das vítimas.

"Nesse momento dramático de Paraisópolis, ao invés de uma atitude impositiva, generalista ou de acusação a um ou outro, não vamos nem acusar a comunidade nem acusar a polícia. Buscamos o diálogo", disse Doria na sexta.

Mortes

No último domingo, dia 1º, uma ação da Polícia Militar terminou com a morte de nove jovens pisoteados em um baile funk na comunidade. Na segunda-feira, 2, o governador saiu em defesa da corporação e disse que a letalidade não foi provocada pela PM.

No mesmo dia, uma perseguição em Heliópolis terminou com um suspeito morto e tumulto em um pancadão. Três policiais militares envolvidos na ocorrência foram afastados.

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.