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Irmãos de 3 anos são encontrados trancados dentro de caixote

Irmãos de 3 anos são encontrados trancados dentro de caixote

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Dois irmãos gêmeos de três anos foram encontradas pela polícia dentro de um caixote de madeira em uma casa no distrito de Aparecidinha, zona rural de Santa Teresa, no Noroeste do estado, nesta terça-feira (10). Para a PM, o caso configurava maus-tratos infantil e os pais foram levados para a delegacia.

A Polícia Militar informou que o Conselho Tutelar da cidade recebeu uma denúncia anônima de que essa situação estaria acontecendo no local, e foi solicitado o apoio da PM para verificação.

Ao chegarem à residência, encontraram as duas crianças dentro do caixote, que ainda estava trancado com um cadeado.

Policiais que atenderam a ocorrência contaram ainda que os pais são trabalhadores rurais e que a mãe permitiu a entrada deles na casa sem demonstrar qualquer preocupação.

"Os pais contaram que mantinham as crianças no caixote para conseguirem dar conta dos serviços, de casa e rurais. Mas o espaço era muito pequeno, ainda dividido ao meio para os irmãos não terem contato um com o outro. Sem brinquedos, sem um travesseiro, sem qualquer conforto", contou o capitão Sonimarcos, subcomandante da 8ª Cia Independente da PM.

O capitão explicou, entretanto, que não foram encontrados sinais de agressões físicas nas crianças e elas também não relataram qualquer outra situação de maus-tratos.

Os pais foram detidos e encaminhados à Delegacia Regional. Por causa do horário, a ocorrência acabou sendo registrada em Aracruz. O casal prestou esclarecimentos e foi liberado.

O caso vai seguir sob investigação na delegacia de Santa Teresa e demais informações não serão repassadas, no momento, para não atrapalhar a apuração dos fatos.

Os irmãos foram levados para o Conselho Tutelar de Santa Teresa e estão no Centro de Convivência da cidade. O caso vai ser decidido na Justiça.

MATO GROSSO DO SUL

Semana começa com frio de 7ºC, mas vai terminar com calor de 30ºC

Início de semana será de frio, baixas temperaturas, clima gelado e céu nublado, mas o meio/fim de semana será de calor, sol, altas temperaturas e céu azul

26/05/2024 10h00

Céu com muitas nuvens em Campo Grande

Céu com muitas nuvens em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Semana começou gelada “trincar os dentes” em Mato Grosso do Sul, mas vai terminar com um calorão “de rachar”. Ao longo da semana, o sul-mato-grossense vai ter que trocar o mate pelo tereré.

Domingo (26), segunda (27) e terça-feira (28) serão de frio, baixas temperaturas e céu nublado. Na quarta-feira (29), o clima gelado se despede, o sol reaparece e o tempo começa a esquentar.

Na quinta (30), sexta-feira (31) e sábado (1º), o calor volta com tudo e os termômetros subirão para 30ºC, com sol e céu azul.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta amarelo (perigo potencial) de declínio de temperatura para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Alerta amarelo (perigo potencial) de declínio de temperatura. Mapa: Divulgação/Inmet

Frente fria, aliada ao avanço de cavados e atuação de área de baixa pressão atmosférica, trouxe chuva e derrubou as temperaturas.

Após chuva de 50 milímetros na sexta-feira (24), Mato Grosso do Sul não tem previsão de chuva para esta semana. A chuva foi suficiente para aumentar a umidade relativa do ar, melhorar a qualidade de respiração, provocar leve queda nas temperaturas e “reanimar” a plantação de milho no Estado.

A 26 dias do início do inverno, as frentes frias ganham força e se tornam cada vez mais comuns no Estado. A tendência é que com o fim do outono e chegada do inverno, temperaturas baixam sejam registradas com maior frequência.

Confira as temperaturas mínimas deste domingo (26):

Município

Temperatura (ºC)

Sensação térmica (ºC)

Sete Quedas

9,3ºC

-

Amambaí

10,3ºC

-

Aral Moreira

7,4ºC

-

Juti

9,9ºC

 

Caarapó

11,2ºC

-

Laguna Carapã

11,2ºC

-

Ponta Porã

6,6ºC

2ºC

Jardim

11,5ºC

-

Bonito

10,3ºC

7ºC

Campo Grande

11,2ºC

8ºC

Três Lagoas

14,8ºC

-

Paranaíba

16,5ºC

-

Chapadão do Sul

13,5ºC

-

Corumbá

12,5ºC

9ºC

* Fonte: Natálio Abrahão

TCHAU FRIO, OI CALOR

O frio permanece até terça-feira (28) em Mato Grosso do Sul. Na quarta-feira (29), o clima gelado se despede, o sol reaparece e o tempo começa a esquentar. Na quinta (30), sexta-feira (31) e sábado (1º), o calor volta com tudo.

O início de semana será de frio, baixas temperaturas, clima gelado e céu nublado, mas o meio/fim de semana será de calor, sol, altas temperaturas e céu azul.

Entre extremos, Ponta Porã registrou mínima de 8ºC neste domingo (26), mas, no sábado (1º), terá calorão de 27ºC.

Isto porque a frente fria que está estacionada em Mato Grosso do Sul irá perder força, se afastar e dar espaço a uma massa de ar quente.

Com a proximidade do inverno, a tendência é que outras frentes frias atinjam o Estado nas próximas semanas.

“Pode começar a dar uma aquecida no meio da semana. Mas a noite e madrugada continua sendo fria, nessa época do ano como o ar é mais seco, a noite e madrugada a gente já sente o friozinho. o frio vai começando a, gradativamente, perder força na terça e quarta-feira. Eu diria que a partir de quarta, quinta-feira principalmente, as temperaturas começam a subir gradativamente”, disse o meteorologista do Inmet, Olívio Bahia, ao Correio do Estado.

CUIDADOS

De acordo com o Inmet, o ser humano deve tomar cuidados indispensáveis durante o frio. Confira:

  • Se agasalhe
  • Beba água
  • Evite tomar banhos muito quentes
  • Continue usando protetor solar
  • Evite ambientes pouco ventilados
  • Hidrate a pele
  • Cuide da alimentação
  • Não se exponha ao tempo

 

TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Ex-morador de MS vive drama das enchentes no RS: "torci o pé ao andar em área alagada"

Gaúcho de sangue e sul-mato-grossense de coração, o fotógrafo Pablo Lopes Pinto não vê a hora da vida voltar ao normal no RS para retornar ao MS

26/05/2024 09h00

Água da Lagoa dos Patos tomando conta da rua

Água da Lagoa dos Patos tomando conta da rua Foto: Pablo Lopes

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Fotógrafo e empresário, Pablo Lopes Pinto, de 27 anos, se mudou de Campo Grande (MS) para Pelotas (RS) há dois anos e jamais imaginou “viver na pele” sua casa, literalmente, debaixo d’água.

Ele se mudou para o Sul para ficar mais perto da família, mas, não imaginaria que iria presenciar a maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul.

Pablo morou em Mato Grosso do Sul por 11 anos, de 2008 a 2013 e de 2016 a 2022. Natural de Rio Grande (RS), ele afirma que é gaúcho apenas de sangue e sul-mato-grossense de coração. Ele veio para Mato Grosso do Sul acompanhar seu pai, que havia sido transferido no trabalho.

“Eu gosto de Campo Grande pelas amizades e da cidade, mas em relação ao clima, eu prefiro o clima gaúcho. O clima de MS é terrível, seco, calor demais, não é algo muito bom não”, comentou.

Águas da Lagoa dos Patos quase atingindo as casas. Foto: Pablo Lopes

Residente em Pelotas, município localizado a 263 quilômetros de Porto Alegre e às beiras da Lagoa dos Patos, o fotógrafo viveu o drama de ver a sua casa invadida pela água em 10 de maio, 11 dias após as águas inundarem a Capital gaúcha.

Os moradores de Pelotas ficaram em alerta por cerca de uma semana, quando acompanharam o nível da Lagoa dos Patos subir sentido sul, enquanto no norte o Rio Guaíba transbordava e enchia a lagoa.

Em 9 de maio, o nível da Lagoa dos Patos começou a subir e tomar conta das ruas de Pelotas e, em 11 de maio, a água invadiu e alagou a casa do fotógrafo. Ele e seus pais tiveram que se mudar.

“Tivemos a casa dos meus pais afetada mas como ainda está alagada não há como saber dos prejuízos. Eu vim para a casa do meu tio que fica na mesma cidade. Meus pais decidiram ficar no nosso vizinho, onde a casa é um sobrado e não tem perigo de inundar em cima”, relatou.

Sul-mato-grossense 'postiço', Pablo Lopes, residente de Pelotas (RS)

A rede de energia teve que ser desligada em muitas cidades do Rio Grande do Sul por conta de risco de choque elétrico. Com isso, moradores sofreram com a falta de energia. “Usamos um gerador para manter algumas coisas ligadas e poder carregar os celulares. A água encanada não houve problemas”, contou.

Pablo ainda conta que, além das enchentes deixarem marcas em sua memória, também deixaram em seu corpo.

Momento em que a água atinge a casa de Pablo. Foto: Pablo Lopes

“Eu torci o pé esquerdo por andar em área alagada, retirando animais de estimação, caminhei por vários quilômetros com eles para retirar eles da água”, disse.

Por fim, Pablo não vê a hora da vida voltar ao normal no Rio Grande do Sul para retornar a Mato Grosso do Sul.

“Os planos voltam a ser morar na capital morena assim que normalizar a situação gaúcha. Minha estadia aqui foi para visitar e ficar uns 2/3 anos com a família e rever parentes que não via a mais de 9 anos, então dá minha parte é ajudar a reconstruir e ir embora do estado”, finalizou.

 

TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Fortes chuvas atingem o Rio Grande do Sul desde 30 de abril de 2024. O Estado vive a pior tragédia climática da história.

Boletim, divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul neste sábado (25), aponta que as chuvas já resultaram em 166 mortes, 61 desaparecidos e 806 feridos em todo o Estado.

Até o momento, há 55.791 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público) e 581.638 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público – pode ter ido para casa de parentes, por exemplo).

Ao todo, 2.345.400 pessoas foram afetadas pelas enchentes no Estado. Conforme o governo gaúcho, 77.639 pessoas foram resgatadas. No mínimo, 461 dos 497 municípios foram afetados pelas chuvas.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), algumas rodovias estão total ou parcialmente bloqueados, incluindo estradas e pontes.

Algumas foram interditados por quedas de barreiras, desmoronamentos, erosão e acúmulo de água e outros foram realizados de forma preventiva por apresentarem rachadura na pista ou ponte coberta pelas águas dos rios.

Em 1º de maio, o governo do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em todo o estado por causa das fortes chuvas.

A medida estabelece que os órgãos e entidades da administração pública “prestarão apoio à população nas áreas afetadas” por “eventos climáticos como chuvas intensas, alagamentos, granizo, inundações, enxurradas e vendavais”, causando “danos humanos, com a perda de vidas, e danos materiais e ambientais, como a destruição de moradias, estradas e pontes”, além de comprometer o funcionamento de instituições públicas.

O decreto é válido por 180 dias e não impede que o governo estadual reconheça (homologue) decretos de calamidade pública declarados pelas prefeituras.

O decreto de estado de calamidade pública é o reconhecimento legal, pelo Poder Público, de uma situação anormal, provocada por desastres, e que causa sérios danos à comunidade afetada, inclusive à segurança e/ou à vida das pessoas.

O texto classifica a situação como um desastre do nível III, ou seja, de grande intensidade. O que significa que os danos já são vultosos, embora suportáveis e superáveis caso as comunidades e órgãos e entidades públicas estejam devidamente informadas, preparadas e mobilizadas e haja o necessário aporte de recursos financeiros.

O decreto também permite ao governo adotar medidas administrativas para agilizar o processo de contratação de bens e serviços necessários para socorrer a população e recompor serviços e obras de infraestrutura essenciais.

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