Cidades

Decisão

MEC terá que implantar Custo
Aluno-Qualidade inicial (CAQi) em 60 dias

Brasil já deveria ter definido e implementado a medida

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A Justiça Federal determinou que o Ministério da Educação homologue e implemente o Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) dentro de 60 dias. A decisão do juiz federal José Carlos do Vale Madeira, do Maranhão, foi proferida.

O índice prevê um valor mínimo a ser gasto por aluno para garantir um ensino público de qualidade. De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil já deveria ter definido e implementado o valor do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) até julho do ano passado, mas descumpriu o prazo.

O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê dois valores que devem servir como mecanismos de definição do investimento necessário na educação, de acordo com cada aluno e etapa de ensino.

O primeiro é o CAQi, que representa o gasto mais baixo possível com todas as despesas necessárias para atingir um mínimo padrão de qualidade na educação. O segundo é o Custo Aluno-Qualidade (CAQ), que representa o padrão de qualidade educacional semelhante ao de países desenvolvidos.

O prazo para a implementação do CAQi terminou no fim de junho de 2016, dois anos após a aprovação do PNE. Já o CAQ teria que entrar em vigor em meados de 2018.

Porém, a criação da comissão que vai estudar e definir a metodologia e implementação do CAQi e do CAQ só foi criada em 16 de março de 2016, pelo então governo de Dilma Rousseff.

Na época, membros da comissão já haviam admitido que o prazo inicial não seria cumprido. A portaria que definiu as regras da comissão determina que ela tem dois anos para finalizar a implementação do CAQi, e deve se reunir quatro vezes ao ano. Em outubro do ano passado, sete meses depois de sua criação, a comissão ainda não havia se reunido nenhuma vez.

 

Loteria

Acumulado em R$ 47 milhões, prêmio da Mega-Sena será sorteado neste sábado

Apostas para a Quina de São João já estão liberadas

25/05/2024 08h40

Cupom para apostas da mega-sena

Cupom para apostas da mega-sena Divulgação

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A expectativa está alta para o próximo sorteio da Mega-Sena. O evento, agendado para as 20h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo, promete agitar os apostadores com um prêmio acumulado em R$ 47 milhões.

Para os apostadores que querem acompanhar número a número, o sorteio será transmitido ao vivo pelo canal Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

As apostas para o concurso de número  2.729 podem ser feitas até as 18h no horário de Mato Grosso do Sul de hoje (25), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país, ou de forma conveniente pela internet. Para tentar a sorte, o jogo simples, composto por seis números marcados, custa R$ 5.

 m uma probabilidade matemática que desafia as estatísticas, a chance de um único ganhador acertar as seis dezenas sorteadas é extremamente reduzida, mas não impossível. Portanto, a probabilidade de um único ganhador acertar as seis dezenas da Mega-Sena é de aproximadamente 1 em 50 milhões.

Quina de São João

A Quina de São João também está movimentando o cenário das apostas. Com um prêmio estimado em R$ 220 milhões, as apostas já estão disponíveis nas casas lotéricas de todo o país, bem como pelo aplicativo Loterias Caixa e no portal Loterias Caixa, em volante específico.

Para participar deste sorteio especial, cada aposta simples custa R$ 2,50, oferecendo aos jogadores a chance de marcar de cinco a 15 números dentre os 80 disponíveis no cartão. Além disso, há a opção da Surpresinha, onde o sistema escolhe os números aleatoriamente.

Vale ressaltar que, seguindo a política dos concursos especiais das Loterias Caixa, a Quina de São João não acumula. Caso não haja ganhadores na faixa principal, o prêmio será dividido entre os acertadores das faixas seguintes, conforme as regras estabelecidas.

Para aqueles sortudos que levarem o prêmio da Quina de São João e optarem por aplicá-lo na poupança, há uma perspectiva interessante de retorno financeiro. Com as taxas atuais impostas pelo Banco Central do Brasil, o ganhador poderá desfrutar de um rendimento estimado em mais de R$ 1,2 milhão já no primeiro mês. Uma oportunidade tentadora para transformar a fortuna em segurança financeira a longo prazo.

 

Investigação

Quadrilha de MS traficava armas para facções do Rio de Janeiro

Grupo supostamente comandado pelos irmãos Martins era responsável pelo envio de armamento que saía de Ponta Porã para várias organizações criminosas, tanto do Sul quanto do Sudeste do País

25/05/2024 07h30

Pistolas e munições foram encontradas pela Polícia Federal o durante cumprimento dos mandados

Pistolas e munições foram encontradas pela Polícia Federal o durante cumprimento dos mandados Divulgação

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Além de traficar cocaína para estados da região Sul e Sudeste do Brasil, a organização criminosa que tinha como chefes, de acordo com investigação da Polícia Federal (PF), dois irmãos residentes em Dourados também enviava armamento ilegal para facções dessas regiões. Entre os clientes estariam grupos do Rio de Janeiro.

De acordo com a investigação da PF, que culminou na Operação Prime, realizada na semana passada, Marcel Martins Silva e Valter Ulisses Martins eram os líderes de organização criminosa que atuava no tráfico de armas e de cocaína.

Os dois residem em Dourados, porém, o mais novo, Valter, seria quem teria contato com traficantes de outros países e quem cuidava dos negócios ilícitos da família, enquanto Marcel passava uma fachada de empresário e cuidava da lavagem de dinheiro, de acordo com a PF.

Segundo o delegado da PF, Lucas Vilela, que coordenou tanto a Operação Prime quanto a Sordidum, deflagradas no mesmo dia, as armas vinham do Paraguai, mas a polícia ainda apura a origem do armamento.

“A chegada das armas, ao que tudo indica, era pelo Paraguai. A gente não conseguiu identificar os destinatários, os clientes do grupo, mas tem clientes no Rio de Janeiro, Curitiba (PR), Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, declarou o delegado ao Correio do Estado.

A PF não informou quais são as armas que entram ilegalmente e que são repassadas para as quadrilhas. No entanto, durante as operações realizadas na semana passada, foram apreendidas duas submetralhadoras, uma espingarda calibre 12, um revólver e cinco pistolas, além de munições.

FACÇÕES

No Rio de Janeiro, de acordo com mapeamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pelo menos cinco grupos criminosas atuam dentro e fora dos presídios, sendo elas: Comando Vermelho (CV), Amigo dos Amigos, Terceiro Comando Puro, milícias (apesar de serem várias, elas se classificam como um grupo só) e Povo de Israel.

Já no Paraná, há a presença do CV, do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Primeiro Grupo Catarinense, do Cartel do Sul, do Ferro Velho e da Máfia Paranaense.

Outro estado para o qual os irmãos forneciam armamentos, segundo a PF, é Santa Catarina, onde há atuação das seguintes facções: CV, PCC, Bala na Cara, Primeiro Grupo Catarinense, Os Mano, Comando Leal, Primeiro Crime Revolucionário Catarinense.

Já o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro onde há o maior número de organizações criminosas atuando dentro e fora dos presídios, de acordo com o levantamento – ao todo, são 15.

INVESTIGAÇÃO

Faz uma semana que o Correio do Estado vem trazendo uma série de matérias a respeito das três quadrilhas que foram alvo das operações Prime e Sordidum.

No caso desse grupo de Dourados, a ação deles foi “dedurada”, por conta do relacionamento de amizade que os líderes da facção tinham com o chefe de outra organização criminosa.

Segundo matéria publicada na sexta-feira pelo Correio do Estado, a investigação começou após uma empresa de fechada localizada em Ponta Porã ter ganhos altíssimos. Os policiais descobriram que o local servia de lavagem para quadrilha que traficava cocaína para países da América Central e que, possivelmente, seguia para os Estados Unidos.

A partir da identificação desse grupo, a PF chegou a uma segunda organização criminosa, também voltada à prática de tráfico de cocaína e que tinha como chefão um traficante que já havia sido alvo de outra operação no ano passado, a Downfall.

“O chefe do primeiro grupo tinha um relacionamento com o chefe do segundo grupo. Eles trocavam mensagens pessoais, eles tinham uma relação de amizade”, contou o delegado.

A partir desse momento, a polícia chegou a essa terceira quadrilha, que seria comandada pelos irmãos Martins, já que eles também eram amigos do chefão da segunda facção.

“O segundo grupo, no caso, é o elo comum entre o primeiro e o terceiro. A partir da identificação do primeiro grupo, como um dos contatos dele era o chefe do segundo grupo, a gente chegou nessa quadrilha, e ele também tinha uma relação próxima com o chefe do terceiro grupo”, relatou Vilela, que relatou ainda que o traficante era chamado de compadre tanto pelo líder do primeiro grupo, Ronildo Chaves Rodrigues, quanto pelos irmãos Martins.

Ainda de acordo com a investigação, outro ponto em comum das organizações é o fato de que todas elas usavam doleiros paraguaios para lavar o dinheiro fruto do tráfico de drogas. Juntas, as quadrilhas tinham patrimônio estimado em R$ 100 milhões.

Saiba

Ao todo, as operações Prime e Sordidum da Polícia Federal tinham o objetivo de cumprir 64 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva, 11 mandados de prisão temporária, sequestro de cerca de 90 imóveis e bloqueio de bens e valores de cerca de 80 pessoas e empresas supostamente envolvidas nos esquemas.

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