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Reforma do Ensino Médio sugere separação
de habilidades em áreas de conhecimento

Reforma do Ensino Médio sugere separação
de habilidades em áreas de conhecimento

Istoé

01/09/2017 - 23h00
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Em processo de elaboração, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio não terá separação de habilidades por disciplinas, mas em áreas de conhecimento.

O documento vai estabelecer as competências e habilidades nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática, segundo a secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro. As escolas é que definirão como vão trabalhar em cada disciplina.

A base curricular do ensino médio vem sendo produzida por técnicos do MEC, e deve ser encaminhada ao Conselho Nacional da Educação (CNE) em novembro.

O documento definirá o que deve ser ensinado no currículo comum a todos os estudantes, em uma carga horária de 1,8 mil horas para os três anos da etapa.

“Vamos seguir a mesma estrutura da BNCC (do ensino fundamental), em competências e habilidades, porque a base das duas etapas deve ser uma só, e estar conceitualmente bem alinhada. Só que, no ensino médio, as áreas serão entendidas como áreas, não como disciplinas. As escolas é que decidirão como trabalhar essas competências dentro de cada disciplina”, disse Maria Helena.

Apesar de separada em quatro grandes áreas do conhecimento, a base do ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) é subdividida em disciplinas, e define o que é esperado que o aluno aprenda em cada série e em cada matéria. Já no ensino médio, segundo Maria Helena, o formato será diferente.

“[Nas áreas] estarão encadeadas as habilidades que se referem a determinados conteúdos e podem ser trabalhadas livremente. Elas podem ser trabalhadas, por exemplo, em História, Filosofia, Sociologia ou Geografia. Não importa, quem vai organizar e definir vão ser as escolas. O mais importante da flexibilização é garantir liberdade para esses arranjos curriculares”, disse a secretária executiva.

Membro do CNE e presidente da Comissão de Elaboração da BNCC, Cesar Callegari disse esperar que o documento apresentado pelo MEC não fique restrito apenas ao núcleo comum, mas também defina os direitos e objetivos de aprendizagem para os cinco itinerários optativos.

“É um erro gravíssimo deixar a base confinada apenas às 1,8 mil horas do currículo comum. Sem ter uma base para a área diversificada, não se tem parâmetros para os processos de avaliação, escolha de materiais didáticos, como orientar a formação de professores”, disse.

Para Callegari, trabalhar a base por áreas de conhecimento pode ser positivo para induzir que os conteúdos sejam trabalhados de forma mais interdisciplinar. “Trabalhar por áreas representa uma possibilidade de produzir uma educação mais significativa para os estudantes”, disse.

Itinerários

Aprovada em fevereiro, a reforma do ensino médio dá ao aluno a opção de escolher entre diferentes itinerários formativos. Na lei, são previstas cinco áreas: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, e educação técnica e profissional. Esses percursos devem preencher 40% da carga horária de três anos. O conteúdo dos itinerários será definido por cada Estado e pelo Distrito Federal, segundo o MEC.

Na opinião do professor Luiz Carlos de Menezes, do Instituto de Física da USP, o principal desafio do MEC será garantir que a base curricular dialogue com todos os percursos opcionais. Menezes, que ajudou a elaborar a segunda versão da BNCC no ano passado, espera que a regulamentação da reforma evite desigualdades entre as áreas.

“É preciso ter clareza de que a base precisa ser alicerce para tudo, inclusive para a educação profissional.” Menezes afirma que a base curricular pode ter menos conteúdos em relação ao currículo atual, que tem 13 disciplinas obrigatórias e é considerado engessado por especialistas.

“Talvez seja possível não eliminar conhecimentos ou competências, mas condensá-los para que não sejam tão detalhados. Essa é uma hipótese, que eu não estou propondo mas poderia ser estudada.”

A divisão em áreas do conhecimento é um caminho para motivar o aluno do ensino médio, segundo a presidente do conselho do Instituto Península, que trabalha com educação e esporte, Ana Maria Diniz. Para ela, o formato pode estimular escolas a trabalharem com oficinas e projetos multidisciplinares, o que costuma fazer com que o aluno veja mais relação entre a aula e a realidade.

“A nova educação está muito mais ligada a projetos interdisciplinares e, fazendo esse currículo por áreas, você pode explorar mais os interesses do aluno”, ela diz. Apesar de ser favorável à ideia, Ana Maria aponta que a formação do professor para esse modelo será um desafio.

“É preciso professor bem preparado para isso e disposto a trabalhar nessa interdisciplinariedade com outros professores, e ser preparado para isso, o que hoje não existe.”

URGÊNCIA

MPE investiga demora nos atendimentos no Hospital de Câncer

Foco principal do inquérito é apurar "eventual ausência de médicos especialistas em cabeça e pescoço no Hospital de Câncer Alfredo Abrão"

01/03/2024 11h20

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Com aumento de 23% no número de consultas entre janeiro e setembro do ano passado, o  Hospital de Câncer Alfredo Abraão suspendeu parte dos atendimentos no ano passado e agora virou alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE), conforme publicação desta sexta-feira no diário oficial da instituição. 

Dados enviados pela direção do hospital à Secretaria Municipal de Saúde em setembro do ano passado mostram que em janeiro daquele ano foram realizadas 4.596 consultas. Em agosto, o número aumentou para 5.673 consultas.

O foco principal da investigação é para os atendimentos específicos de câncer de cabeça e pescoço, mas os documentos anexados ao inquérito deixam claro que o problema não se restringe somente a esta especialidade. 

“Temos observado crescimento exponencial de casos novos para todos os serviços de oncologia, situação confirmada pelo SISREG, o que informa que existe uma fila de espera de mais de 40 dias. Ocorre que, especificamente na especialidade de cabeça e pescoço não estamos conseguindo  aumentar a oferta. Dispomos de dois ambulatórios que ofertam 24 consultas semanais. Atualmente, há consultas agendadas para o fim de dezembro de 2023”, informa ofício encaminhado pela direção do hospital enviado à Sesau no dia 26 de setembro do ano passado. 

E, por conta deste aumento na procura, o hospital acabou suspendendo os atendimentos relativos ao câncer de cabeça e pescoço e o tema chegou à promotoria de saúde do MPE. E, além de cobrar explicações do hospital, a promotoria também exige explicações e providência da Sesau, que, em tese, é responsável pelo atendimento à saúde em Campo Grande. 

Em ofício enviado à secretária de saúde, Rosana Leite, no último dia 28, a promotora Daniella Costa da Silva dá prazo de 20 dias para que a secretária informe “as medidas a serem adotadas para solucionar o problema enfrentado pelo Hospital do Câncer Alfredo Abrão, sobre a escassez de especialista em cabeça e pescoço na área de oncologia e a interrupção da agenda, aceitação de novos casos, para o ano de 2024”. 

Além disso, ela exige que a prefeitura “informe se há demanda reprimida para exames diagnósticos de câncer de cabeça e pescoço, e, bem assim, qual o número de pacientes aguardando pela realização de cada um desses exames diagnósticos cuja oferta é obrigatória pelos estabelecimentos habilitados”. 

Do comando do hospital a promotora  exige, também em ofício enviado no dia 28 de fevereiro, entre outras coisas, “a lista de pacientes agendados para realização de exames de cabeça e pescoço, especificando por tipo de exame, bem como indicando o nome do paciente, a data de inclusão na agenda, e o dia em que será realizado o respectivo exame”. 

Com essas exigências a promotora quer saber se o alegado aumento de demanda realmente ocorre e se a responsabilidade pela suspensão dos atendimentos é do hospital ou da secretaria municipal de saúde. 

em nova alvorada do sul

Casal e filho de 5 anos morrem em acidente na BR-163

A mulher morreu carbonizada logo após o acidente, enquanto o filho e o marido tiveram graves ferimentos, mas não resistiram e também morreram no local

01/03/2024 10h51

Foto: Reprodução/Alvorada Informa

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Um acidente na BR-163 deixou um casal e o filho de 5 anos mortos em Nova Alvorada do Sul, interior do Estado. A colisão ocorreu entre uma caminhonete Toyota Hilux e um caminhão, na tarde desta quinta-feira (29). Em sequência, o veículo pegou fogo. 

Informações do boletim de ocorrência mostram que as três vítimas estavam na caminhonete: uma mulher de 37 anos, identificada como Simone de Fátima Oliveira, que dirigia o veículo, o marido Jucinei de Jesus Ferreira, sem idade divulgada, e o filho do casal, de 5 anos. 

A mulher morreu carbonizada logo após o acidente. O filho e o marido tiveram graves ferimentos, mas não resistiram e também morreram no local.

Quanto ao condutor do caminhão, que transportava ovos, foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Francisca Ortega, em Nova Alvorada do Sul. 

Ele foi preso sob acusação de homicídio culposo, por suspeita de imprudência na direção. Ele foi detido após receber alta do hospital e passará por audiência de custódia ainda hoje. 

Equipes da CCR MSVia, Corpo de Bombeiros, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e funerária também estiveram no local.

O acidente 

Conforme apurado pelo jornal local, Alvorada Informa, a batida aconteceu no km 404 da estrada. 

As causas do acidente ainda estão sendo apuradas, mas, conforme informações preliminares, pode ter sido uma colisão frontal. Em decorrência do forte impacto, os dois veículos pegaram fogo. 

A caminhonete, conduzida por Simone, parou na área de mata às margens da pista e o caminhão ficou no acostamento da rodovia, com parte de uma carga de ovos espalhada.

Em decorrência do acidente, o trânsito local ficou interrompido por cerca de uma hora e meia. 

Com relação aos corpos das vítimas fatais, estes foram encaminhados ao Imol (Instituto de Medicina Odontologia Legal) de Dourados e posteriormente serão liberados aos familiares para sepultamento.

Saiba 

O Correio do Estado solicitou mais informações junto a Polícia Rodoviária Federal (PRF), para obter mais detalhes, mas não houve retorno até o fechamento do material.

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