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À BALA

Capital era "faroeste" no início do século

Distante dos olhos do Poder Público, os acertos eram feitos à bala
26/08/2015 12:00 - VALQUÍRIA ORIQUI


“Matar, antes era exceção, hoje é regra”, assim foi definida a época de 1880 a 1920, quando Campo Grande era conhecida como Lei do 44, onde 44 fazia referência ao tipo de arma usada para o acerto de contas num tempo em que a cidade se parecia como um filme de faroeste. 
Naquele período, matar não só fazia parte, mas predominava na cultura do País. Distante dos olhos do Poder Público, os acertos eram feitos à bala. Em certas ocasiões o cidadão ia para o Tribunal de Justiça para ser julgado e acabava sendo assassinado lá mesmo. 

Segundo o historiador Hildebrando Campestrini, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, naquela época, quem andava mal armado andava com um revólver, o bem armado andava com duas. Sem policiamento, Campo Grande era núcleo onde ocorriam muitos destes fatos.

Conforme o historiador, na década de 60 era comum encontrar corpos estirados pela famosa Rua 14 de Julho, localizada no centro de Campo Grande. Apesar da antiga realidade, não se tem notícias de que inocentes eram baleados. O acerto de contas era deito entre bandidos. 

Se hoje parece estranho ver um comerciante trabalhando com uma arma na cintura, antes era comum ir a sorveteria, por exemplo, e ser atendida pelo dono com uma arma exposta. 
De 1917 para 1918, época em que Campo Grande tinha dois prefeitos e duas câmaras, era comum ver os políticos armados circulando pelas Casas de Lei. Eram odiados na hora das eleições, mas depois eram amigos.

O ex-prefeito de Campo Grande, Ari Coelho, foi morto por Alcy Pereira Lima com um tiro no rosto, em Cuiabá, quando participaria da convenção do seu partido para sua provável escolha como candidato ao governo de Mato Grosso.  

Os assassinatos antigamente eram mais divulgados, pois ocorriam em um maior espaço de tempo. E não como nos dias de hoje, onde dezenas de crimes estampam as páginas policias dos meios de comunicação.   

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!