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LOCKDOWN

“Morreu gente do mesmo jeito”, diz secretário da Associação Comercial

Entidade critica fechamentos diz que melhor medida é cumprir com os protocolos e mudar comportamento
31/07/2020 18:25 - Daiany Albuquerque


O 1º secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Roberto Oshiro, afirmou que a implantação do mini lockdown, que funcionou nos últimos dois fins de semana em Campo Grande, não tiveram impacto na curva de contágio da Capital e nem a ocupação de Unidades de Terapia Intenvisa (UTIs). Segundo ele, por isso, a medida não seria eficaz para esse objetivo, mesmo tendo sido implantada em outros municípios de Mato Grosso do Sul e do país.

“A gente fez um estudo no nosso departamento de economia, aumentaram os casos de contágio, não diminuíram, o mini lockdown não resolveu para nada, então todas essas medidas restritivas que impactaram a economia, causaram desemprego, deixaram famílias sem o seu ganha pão, eles não resolveram a questão da pandemia. Morreu gente do mesmo jeito, aumentou o número de mortes, aumentou a taxa de ocupação dos leitos hospitalares, tantos os clínicos, quanto os de UTI”, declarou.

Para o representante da entidade, essas determinações restritivas não fizeram efeito porque, segundo ele, muitas pessoas já não cumprem a lei. “A percebeu que não adianta você ter normas, decretos, seja do poder executivo ou judiciário, se você não consegue coibir aqueles quem já não cumprem a lei. Não adianta fazer decreto de lockdown, como muitos especialistas pedem, se você vai ter uma grande parcela da população descumprindo”.

Oshiro ainda afirmou que a melhor forma de reduzir a curva de contágio seria cumprir os protocolos de biossegurança e mudar o próprio comportamento. “Eles (população) precisam saber que agora a gente precisa usar máscara, tem que manter distanciamento, evitar cumprimentar. Acabou rodinha de tereré. É assim que a gente vai contribuir para que a curva de aumento de contágio não fique muito elevada e também, para evitar o colapso do sistema de saúde, tem que entrar com a profilaxia, tem que dar o medicamento para a população, antes que ela piore”.

É de consenso entre autoridades de saúde e especialistas, porém, que é necessário duas semanas para que qualquer medida implantada de isolamento social surta efeito nas curvas de contágio, no número de internações e mortes pela Covid-19.

Sobre os medicamentos, apesar de Campo Grande ter aprovado um protocolo para o uso, em pacientes com sintomas iniciais, de Ivermectina, Azitromicina, Hidroxicloroquina, Sulfato de Zinco e Vitamina D, estudo feito em hospitais no Brasil mostrou que a Hidroxicloroquina não é eficaz no combate ao novo coronavírus em nenhum estágio da doença.

 
 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...