Sílvio Andrade
Mais de 200 embarcações de grande a pequeno porte ? barcaças, barcos-hotéis e chalanas ? navegam durante todo o ano no trecho brasileiro da Hidrovia do Rio Paraguai, de 1.227 quilômetros, e outros afluentes da bacia pantaneira, e o índice de acidentes é um dos menores de todo o sistema hidroviário do País.
O trafego não é tão intenso, em relação a outros rios. Mas, a ocorrência do naufrágio de um barco-hotel, o "Tô a Toa", no Rio Cuiabá (MT), no dia 9 de março deste ano, matando nove pessoas, obrigou a Marinha do Brasil a redobrar a vigilância e reiterar dos operadores maior atenção nos procedimentos de segurança.
Em 2006, um incidente foi registrado, porém trágico: O barco "Suarez Arana", de bandeira boliviana, afundou no Rio Paraguai, próximo ao Morrinho (Corumbá), e oito das 22 pessoas a bordo morreram. Ventos fortes teriam sido a causa. Em 2007, na mesma região, uma pessoa desapareceu na colisão de duas voadeiras.
As embarcações mais frágeis, como no Amazonas, são as chalanas, que transportam passageiros e mercadorias para regiões distantes do Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Não têm a mesma estrutura e conforto dos barcos-hotéis, por exemplo, e são essenciais para o ir e vir dos ribeirinhos e para abastecer as fazendas.