Lidiane Kober
Em meio a explosão da Operação Owari, que pôs 42 pessoas na cadeia por conta de suposta fraude em licitações de prefeituras de Mato Grosso do Sul e do Paraná, o juiz federal Odilon de Oliveira avalia que a última resistência ao crime organizado "se encontra no punho dos juízes de primeira instância". Para ele, o Brasil tem dois caminhos: ou enfrenta, com rigor, o crime organizado, que age dentro da Administração Pública, ou enche o peito de hipocrisia e não o combate.
"A prática traz indicativos de que o País está escolhendo o último caminho. Neste caso, a sociedade vira detalhe, coisa secundária, o crime se generaliza e surge a globalização do medo, da insegurança", observou.