Dois mil juízes de todo o País divulgaram agora à tarde a Carta de São Paulo, por meio da qual postulam participação direta no processo de gestão estratégica do Judiciário. Após três dias de debates, o XX Congresso Brasileiro de Magistrados concluiu que o planejamento adequado do poder é instrumento que contribui para dar agilidade aos trâmites judiciais e administrativos.
Eles pregam democracia na Corte e reconhecem que os sistemas legais e administrativos e as condições de trabalho "não permitem atender plenamente a necessidade social de Justiça com eficiência, efetividade e transparência". Protestam contra o fato de a classe - sobretudo os juízes da primeira instância, que representam o maior efetivo da toga - ficar alijada da discussão sobre questões de caráter administrativo e o melhor caminho para repasse de verbas.
"É fundamental e imprescindível que todos os magistrados tenham possibilidade de, democraticamente, participar de tais processos institucionais de política administrativa e jurisdicional, inclusive com representantes eleitos diretamente", assinala Mozart Valadares, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que abriga cerca de 14 mil juízes estaduais, federais, trabalhistas, militares e eleitorais. (Com Agência Estado)