Cidades

BOLÍVIA

Morales admite que parte da produção boliviana de coca vai para o tráfico

Morales admite que parte da produção boliviana de coca vai para o tráfico

Redação

17/10/2010 - 08h42
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O presidente boliviano, Evo Morales, admitiu esse sábado (16) que parte da produção de coca de seu país é desviada para o narcotráfico e pediu aos produtores da folha no Chapare, cujo sindicato chefia, que respeitem os acordos sobre a limitação dos cultivos.

A legislação boliviana reconhece como legais 12 mil hectares de coca (no Chapare e na região dos Yungas), mas os cultivos excederam os 30.500 hectares de coca, segundo a Junta Interamericana de Entorpecentes.

 Falando perante mil delegados dos sindicatos de 'cocaleros' (plantadores de coca) na região do Chapare, Morales reconheceu que "uma parte da nossa coca vai para o mercado ilegal", para a produção de cocaína.

"Se tudo fosse para o mercado legal, não haveria problema, mas desviam", disse Morales aos delegados 'cocaleros' do Chapare, no subtrópico boliviano, de onde Morales se lançou para a vida política.

Os sindicatos discutem pedidos de seus afiliados para aumentar o volume de produção de coca.

"É um debate central, viva o 'cato' de coca! Mas o 'cato de coca' é um hectare, é meio hectare, é (sic) dois hectares? Então isto é o que temos que debater e definir agora", acrescentou Morales.

O 'cato' é uma medida agrária convencional de 40x40 metros quadrados, estabelecida em 2005 pelo então presidente conservador Carlos Mesa e consolidada na gestão de Morales, que assumiu o poder em 2006.

O presidente instou aos plantadores de coca que superem a divisão de parcelas que disparou o aumento da superfície de plantio, além dos 7.000 hectares de cultivos de coca tolerados no Chapare.

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