O delegado Fabiano Nagata, responsável pelas investigações do caso Marielly, disse em coletiva nesta manhã que testemunhas disseram a ele que Marielly estaria grávida. Fabiano disse que estaria investigando essa informação e só poderiam ter certeza após a divulgação dos laudos médicos na próxima sexta-feira (17).
Na coletiva estavam presentes o delegado Fabiano Nagata, os peritos papiloscopistas Marcio Paroba e Maurilon Ferreira de Souza, que confirmaram que as digitais do corpo encontrado sábado (11) em Sidrolândia eram de Marielly Barbosa Rodrigues. Segundo os peritos, foi feita uma hidratação de derme e coleta de impressão digital por micro adesão. Ao compararem estes dados com os dados registrados no Instituto Nacional de Identificação, constataram que as digitais do corpo eram de Marielly, com precisão de 100%.
Segundo o delegado, de acordo com o tempo de decomposição do corpo, é provável que ela teria sido morta poucos dias após o sumiço. Quanto à causa da morte, ainda não é possível afirmar se ela foi decaptada – como mostram as fotos de divulgação da polícia – ou estuprada, “pode ter sido um animal que mexeu no corpo” diz Fabiano.
Quando questionado sobre aborto, o delegado disse que só pode afirmar alguma coisa após a divulgação do laudo médico na sexta-feira (17) e que devido ao avançado estado de decomposição do corpo, talvez não seja possível identificar um suposto aborto.
Fabiano Nagata não adianta quais, nem quantas são as linhas de investigações que a polícia vai utilizar a partir de agora, pois segundo ele, essas informações poderiam atrapalhar as investigações.
Momentos antes da coletiva, um tio de Marielly falou com o delegado agradecendo pelas investigações.
Vida Regrada
“Estamos averiguando toda a vida dela, temos muitos dados que serão investigados para localizar uma possível autoria” diz o delegado, que completa dizendo que ela trabalhava e tinha uma vida regrada.
O delegado não afirma que o caso se trata de um homícidio, nem que a morte tenha sido provocada pelo aborto, ele apenas diz que tem participação de pessoas e que só pode dar mais detalhes a partir de sexta-feira (17) quando tiver em mãos as provas materiais que serão dadas a partir do laudo médico do corpo.
Somente o laudo poderá dizer se houve violência sexual e possível presença de um feto.