O delegado Edson Moreira, que presidiu as investigações do início do caso do desaparecimento de Eliza Samudio em 2010, disse nesta quarta-feira que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, armou uma "simulação" sobre ter jogado a mão da modelo aos cães dele. Segundo o policial, Bola planejou a mentira para desacreditar os depoimentos das testemunhas à investigação. Eliza, ex-amante do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, desapareceu em junho de 2010 - o atleta foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte dela.
"Os dois (Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno) que viram a morte por asfixia. Ele asfixiou e quase não saiu sangue. Ele pediu para os dois saírem do recinto que ele ia 'picar' a vítima. Depois, ele sai dissimulando que tinha picado a vítima fala: 'olha a mão dela aí', e joga no canil. Aquilo foi dissimulação do autor para que, se a policia interrogasse as testemunhas, ficassem desacreditadas", disse. O delegado Moreira ainda reforçou. "Estamos aqui com um especialista na arte de matar e dissimular", concluiu.
A narrativa de que a mão de Eliza teria sido jogada para os cães de Bola foi feita por Sérgio Rosa Sales, que foi morto no ano passado, no bairro Minaslândia, na zona norte de Belo Horizonte.