Cidades

JULGAMENTO

Júri condena fazendeiro acusado de mandar matar sindicalista no Pará

Júri condena fazendeiro acusado de mandar matar sindicalista no Pará

Redação

30/04/2014 - 18h45
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O Tribunal do Júri do Pará condenou, na noite de ontem, o homem acusado de ser o mandante da morte do sindicalista José Dutra, o Dezinho. O crime ocorreu em 2000, na cidade de Rondon do Pará (PA).

O fazendeiro José Décio Barroso Nunes, o Delsão, foi condenado a 12 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, mas poderá recorrer da sentença em liberdade.

Os jurados do caso, que teve repercussão internacional à época, concluíram que havia provas suficientes a ligar o fazendeiro ao crime.

No julgamento, o réu negou participação no crime e disse ainda que nunca se envolveu em conflitos agrários. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Nunes.

O julgamento foi realizado no plenário do Fórum Criminal de Belém.

Desde o assassinato do sindicalista, o fazendeiro José Nunes aguardava o julgamento em liberdade.

Cerca de dez pessoas, entre testemunhas de acusação e defesa, foram ouvidas no julgamento.

Dezinho foi morto em 21 de novembro de 2000, na porta de casa. Segundo a acusação, ele morreu em decorrência de sua atuação como sindicalista em conflitos agrários no Estado.

Ele era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará e reportava sofrer ameaças.

Condenados e absolvidos

Apesar da condenação de Nunes, ainda resta esclarecer a participação de outros dois supostos intermediários do crime.

À época do assassinato, Ygoismar Mariano e Rogério Dias tiveram contra si mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça, mas nunca foram presos e nem julgados.

O primeiro condenado pelo assassinato foi o pistoleiro Wellington de Jesus Silva. Ele foi sentenciado a 27 anos de prisão em dois julgamentos realizados em 2006.

O condenado acabou beneficiado por uma progressão de regime e saiu da cadeia por um indulto de Natal, em 2007, sem nunca mais ter voltado à prisão.

Em outubro do ano passado, Domínio de Souza Neto e Lourival de Souza Costa "outros dois acusados no crime" foram julgados, mas acabaram absolvidos pelo júri. 

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