O sindicato que representa os trabalhadores da coleta do lixo em Campo Grande prevê que todo os dejetos da área central deve ser recolhido na noite deste sábado (19). O serviço ficou paralisado por 11 dias por conta de greve e foi retomado na noite de sexta-feira (18) de forma parcial.
A expectativa é que 30 caminhões da CG Solurb, concessionária responsável pelo trabalho, percorreram uma área que vai da avenida Eduardo Elias Zahran até a rua Amazonas, no bairro São Francisco, e da rua Ceará até endereços do bairro Amambaí.
Outros bairros que devem receber a coleta nesta noite de sábado são Vila Sobrinho, Santo Amaro, Guanandi e Coophamat.
“Na sexta-feira (18), só saíram 15 caminhões e foi priorizado áreas centrais. Agora na manhã de sábado (19), 25 caminhões foram trabalhar e a varrição de ruas foi retomada. Tudo indica que durante a noite 100% dos 30 caminhões irão trabalhar e a área da coleta será bem maior”, disse o presidente da Steac-MS (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de MS), Wilson Gomes da Costa.
Na segunda-feira (21), a coleta irá trabalhar a partir do Nova Lima até o bairro Moreninhas. Para o começo da semana, os 1.080 trabalhadores da CG Solurb esperam receber o ticket alimentação. Há também a cesta básica para ser paga. De acordo com o sindicato, a empresa não confirmou que efetuará esses pagamentos. “O Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho estão acompanhando a situação, por isso não iremos parar de trabalhar. Mas esperamos que tudo seja pago”, disse Costa.
RISCO DE PARALISAÇÃO
A CG Solurb informou a Justiça do Trabalho, durante audiência na sexta-feira (18), que tem dificuldades financeiras para colocar combustível nos caminhões. Por isso, poderia interromper a coleta de lixo caso a prefeitura não repasse valores que a concessionária alega estar atrasado. O governo municipal contesta essa posição.
O Ministério Público do Trabalho já informou que apura a possível ocorrência de lockout, nome dado para greve de empresa e que é considerado ilegal e inconstitucional.
“É bom deixar claro que os trabalhadores não irão parar. Recebemos o apoio do MPT e da Justiça do Trabalho e estaremos prontos para ir para a rua. Não será por nosso motivo que não haverá coleta de lixo”, afirmou Costa, sábado (19) à tarde.