Com previsão de paralisação de procedimentos e falta de instrumentos cirúrgicos e medicamentos, a diretoria da Santa Casa de Campo Grande decidiu alertar Ministério Público Estadual e Conselhos de Saúde do município e do Estado sobre a situação dos estoques do hospital.
A Associação Beneficente Campo Grande (ABCG), gestora da unidade de saúde, fará uma reunião com membros de órgãos ligados à saúde no Estado e na Capital para informar a situação e a iminência de interrupção de serviços.
"Será uma reunião com representantes das áreas de saúde. Estamos sofrendo com baixíssimos estoque de materiais. Fornecedores podem paralisar o serviço e queremos ser transparentes, expor a atual situação diante do fato de atraso nos repasses da prefeitura", explicou o presidente da ABCG, Wilson Teslenco.
A reunião acontecerá na sala da presidência da Santa Casa, a partir das 9h.
A prefeitura da Capital está atrasada em R$ 13,4 milhões para repassar ao hospital e na terça-feira (3) informou à diretoria do hospital beneficente que tentaria encontrar uma forma de pagar essa dívida. Contudo, não foi definido um prazo para que isso acontecesse.
Desde o mês passado, vários problemas financeiros interromperam o atendimento na unidade, que é a maior do Estado e atende pacientes de Campo Grande e de outras cidades do Estado. Uma dessas situações foi a greve de 300 médicos, que ficaram com salários atrasados. A paralisação durou 11 dias e cirurgias eletivas e consultas foram desmarcadas.
Fornecedores chegaram a suspender a entrega de materiais por falta de pagamento, mas houve negociação. "São problemas que já estamos alertando desde antes", comentou Teslenco.