Investigada pela Polícia Federal e Ministério Público Estadual (MPE), a empresa Proteco Construções, de propriedade do empresário João Krampe Amorim, pediu à Justiça recuperação judicial - medida que evita falência de uma empresa – e culpou a crise econômica e a os “entraves políticos” causados com a volta de Alcides Bernal (PP) à prefeitura da Capital pela situação da empresa que atua no ramo da construção civil.
O pedido tramita na Vara de Falências, Recuperações, Insolvências e Cartas Precatórias Cíveis desde o dia 17 de novembro e quem analisa o caso é o juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva.
No pedido, a empresa afirmou que não têm condições de quitar as dívidas porque com a volta de Bernal à prefeitura, em 25 de agosto passado, todos os contratos entre a Proteco e a administração foram suspensos.
O ato do prefeito, além de levar em conta a crise econômica, também teve motivação em razão do dono da Proteco ser investigado por envolvimento em compra de votos que terminou na cassação de Bernal, em março do ano passado.
Na época do pedido de falência, no último dia 17, a empresa solicitou ao juiz que documentos necessários para decretação de falência não fossem solicitados pela Justiça e pediu que recuperação fosse decretada.
No entanto, no dia seguinte ao pedido, o juiz José Henrique Neiva negou o pedido da Proteco e solicitou que a empresa apresentasse, em prazo de 10 dias úteis, restante de documentos necessários para a avaliação da condição financeira da empresa.