Os PMs presos por torturar cinco jovens, na quinta-feira (24) de Natal, tentaram impedir que as vítimas registrassem o caso na polícia, como mostrou o RJTV. Quando os rapazes chegaram à delegacia, deram de cara com os policiais, que estavam lá para prestar esclarecimentos sobre outras denúncias. Eles teriam baleado uma mulher e extorquido um motoqueiro na mesma blitz em que abusaram dos jovens.
A mulher denunciou o caso na delegacia. A vítima da moto contou que foi pego sem capacete e, como se recusou a pagar propina de R$ 50, foi agredido e teve o relógio roubado pelos PMs. Eles eram lotados na UPP do Fallet, Coroa e Fogueteiro, no Centro do Rio, e foram presos administrativamente pela corporação.
Os cinco jovens que voltavam de uma festa na comunidade Santo Amaro, no Catete, e teriam sido agredidos com uma faca quente e um isqueiro. Eles também foram obrigados a ficar nus na rua e praticar sexo oral enquanto um dos PMs os filmava. Segundo uma das vítimas, os policiais ficaram desesperados ao vê-los na delegacia.
“Veio um deles e falou: vamos lá fora conversar. Aí a gente falou: não tem desenrolo. A gente vai fazer boletim e acabou”, disse ele.
Os jovens agredidos têm 13, 17, 20, 21 e 23 anos de idade. A PM afirma que vai responsabilizar os policiais diante das justiças comum e militar. Um procedimento julgará a expulsão dos agentes da corporação.
Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado na 6ª DP (Cidade Nova), onde um inquérito foi instaurado. As vítimas foram encaminhadas para exame de corpo de delito e os policiais militares prestaram depoimento. Agentes realizam diligências em busca de provas que ajudem nas investigações.