Após diversas reclamações sobre o aumento da taxa de lixo recebidas por vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande, os parlamentares convidaram representantes da prefeitura para que seja feito uma espécie de auditoria quanto aos cálculos que a administração municipal aplicou no reajuste. O tema foi tratado hoje à tarde. Depois que o encontro havia começado, o prefeito da Capital decidiu revogar a lei.
O principal questionamento é que o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) foi de 2,96%, como estava previsto, mas como neste ano a taxa do lixo foi embutida no carnê, o aumento global variou entre 9% e 22%, conforme levantamento do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul.
“Esperamos que possamos sair da reunião com alguma decisão que possa amenizar esse impacto”, afirmou o presidente do Legislativo municipal, vereador João Rocha (PSDB).
O presidente quer discutir alternativas legais para correção de possíveis erros de cálculos na taxa de lixo e discutir possibilidade de alterações na lei vigente. “Tudo que aumenta incomoda. Muitos reclamam que terreno do lado, por exemplo, paga mais do que casa onde o lixo é produzido diariamente”, disse Rocha.
REUNIÃO
A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (10), na Casa de Leis, e devido ao recesso parlamentar, alguns vereadores não poderão participar. “Convidei todos, mas não sei quem vai poder ir. Convidei o secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Marcos e o procurador Geral do Município, Alexandre Ávalos, mas não sei se eles todos vão poder ir”, disse Rocha.
*Editada às 18h55 para atualização de informações.