Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou neste sábado (24) resolução que pede uma trégua de 30 dias em toda a Síria. O objetivo é facilitar a ajuda humanitária e resgate de feridos na região. Em 7 dias, bombardeios em Guta Oriental, na Síria, deixaram 500 civis mortos.
O texto adotado, muitas vezes emendado, "pede que todas as partes cessem as hostilidades sem demora por ao menos 30 dias consecutivos na Síria para uma pausa humanitária durável", informou a agência France Presse.
Uma das intenções é "permitir o fornecimento regular de ajuda humanitária e de serviços e a evacuação médica de doentes e feridos mais graves".
Depois de intensas negociações, a Rússia aceitou o texto de compromisso, que teve apoio unânime dos 15 estados membros.
Nos ataques deste sábado (24), 21 civis morreram. Entre segunda (19) e terça (20), ataques deixaram 250 civis mortos – entre eles 58 crianças - balanço de vítimas recorde em apenas 48 horas desde 2013.
Na terça-feira (20), o coordenador da ONU para a Ajuda Humanitária na Síria, Panos Moumtzis, fez um apelo para que os ataques parassem. "É imperativo pôr fim imediatamente a este sofrimento humano insensato", afirmou Moumtzis em um comunicado.
GUTA ORIENTAL
Guta Oriental é um antigo destino de viagens de final de semana para os moradores da capital síria, Damasco, e atualmente um dos últimos redutos de rebeldes que lutam contra o regime do ditador Bashar Al-Assad.
O cerco a Guta Oriental teve início em 2013, dois anos depois de explodir a guerra na Síria. Nesta região, de cerca de 100 quilômetros quadrados, 400 mil pessoas vivem cercados por forças pró-Damasco.
Apesar de ser isolada e bombardeada há anos, desde o último domingo Guta Oriental é alvo de uma nova campanha aérea lançada pelo regime de Assad e seu aliado, a Rússia.