Cidades

BATAGUASSU

Justiça destina parte de indenização para bombeiros, após acidente em cortume

Indicação foi feita pelo juiz da Vara de Trabalho, Antônio Arraes Avelino

Aline Oliveira

09/07/2018 - 16h40

Vazamento de gás ocorrido há seis anos em um curtume de Batagussu, que resultou na morte de quatro trabalhadores e deixou 16 feridos, motivou o juiz da Vara da Justiça do Trabalho, Antonio Arraes Branco Avelino a destinar parte da indenização de R$ 5 milhões, para equipar a unidade da corporação, localizada a cerca de 330 quilômetros de Campo Grande.

Recursos foram liberadosem acordo judicial com o frigorífico Marfrig e o Município Público do Trabalho por conta do acidente de trabalho.

O valor recebido pelos Bombeiros foi de R$ 500 mil, que foi utilizado para aquisição de uma lancha com motor, barco com motor, caminhonete 4x4 e mais de 80 tipos de equipamentos, como capacete, macacão, bota, colete, joelheira, cotoveleira, lanterna, nadadeira, cilindro para mergulho, colete salva-vida e para resgate aquático, sonar, prancha naval, mangueira, esguicho, desfibrilador, oxímetro, sinalizador, transceptor móvel, guincho elétrico, maca, circuito de monitoramento interno e aparelhos de musculação para montar uma academia para os militares fazerem exercícios e treinamento. 

O Corpo de Bombeiros localizado no município de Bataguassu é responsável pelo atendimento de 450 ocorrências mensais, além de ser responsável por ocorrências registradas no distrito de Casa Verde e os municípios de Santa Rita do Pardo, Anaurilândia e Brasilândia.

LEMBRANÇAS

O tenente Joel Ferreira da Silva é um dos militares que atendeu a ocorrência no dia do acidente e descreve a situação da época, lembrando que apenas dois bombeiros estavam de serviço e a unidade não possuía estrutura para atendimentos de casos graves. “Ao chegar ao local nós vimos cerca de quarenta a cinquenta funcionários no chão. Aqueles que conseguiram sair retornaram para socorrer os que estavam lá dentro e já tínhamos informação de que tinha óbito", detalha.

Segundo o militar, a solidariedade de bombeiros de outros municípios próximos auxiliou bastante, pois chegaram com outras viaturas e ofereceram ajuda para a unidade de Bataguassu. "Eu entrei em contato com eles pelo rádio e solicitei que parte deles fosse para a Santa Casa porque lá tinha muitos pacientes com parada cardiorrespiratória”, acrescenta. 

Outra testemunha é Ulisses Galvan, provedor da Santa Casa local, que lembra a falta de estrutura para receber os pacientes. “Nós não tínhamos nem oxigênio. Tivemos que procurar nas oficinas mecânicas oxigênio para os pacientes que estavam com problemas respiratórios por causa do vazamento de gás. Ambulância nós só tínhamos uma. As cidades vizinhas tiveram que dar suporte”, lamenta.

Após as mortes, a empresa se comprometeu a pagar R$ 5 milhões em indenização por danos morais coletivos, divididos em cinco parcelas a serem pagas entre 2014 e 2018. O Juiz da Vara do Trabalho de Bataguassu, Antonio Arraes Branco Avelino, destinou parte desse recurso para o Corpo de Bombeiros do município.

MODERNIZAÇÃO 

“São equipamentos de ponta que poucas unidades do Estado possuem. Isso faz com que nós tenhamos um trabalho melhor executado junto à sociedade e mais seguro para os bombeiros. Hoje nós somos uma das unidades mais equipadas, um quartel de referência no Estado”, afirma o comandante do Corpo de Bombeiros de Bataguassu, major Teller Soares Ribeiro.

“Hoje a situação é outra. Todos os militares têm o equipamento de proteção individual, capacete, bota, calça e capa de incêndio, luvas, lanternas, joelheira, cotoveleira. E a roupa de proteção de aproximação nível A que tanto fez falta naquele dia hoje nós temos”, comemora o tenente Ferreira.

*Com informações do TRT/MS

Saiu!

Tema da redação do Enem é “Valorização do SUS como direito universal”

Candidatos precisam fazer texto no gênero dissertativo-argumentativo

08/11/2026 13h15

_d6a2683

_d6a2683 Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Continue Lendo...

Sonho Adiado

Mãe de 4 filhos perde Enem por 20 minutos e adia sonho de faculdade em Campo Grande

Aos 52 anos, candidata que sonha cursar Psicologia chegou após o fechamento dos portões em Campo Grande; confusão com fuso horário também deixou jovem fora da prova

08/11/2026 12h53

Mari Mariza Rizo, de 52 anos, chegou 20 minutos após o fechamento dos portões do Enem, em Campo Grande, e viu o sonho de cursar Psicologia ser adiado.

Mari Mariza Rizo, de 52 anos, chegou 20 minutos após o fechamento dos portões do Enem, em Campo Grande, e viu o sonho de cursar Psicologia ser adiado. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).