Cidades

SEGURANÇA

PF frustra planos de facção que pretendia explodir presídios federais

O grupo também planejava sequestrar, torturar e matar agentes públicos

Redação

11/10/2018 - 11h49

A Polícia Federal, em conjunto com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), deflagrou nesta quinta-feira (11) as operações Pé de Borracha e Morada do Sol, contra uma facção criminosa que atuava dentro da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, que tinha como objetivo atacar, com explosivos, unidades do Sistema Prisional Federal e em especial do Depen.

Os criminosos também pretendiam sequestrar, torturar e assassinar agentes públicos para pressionar o governo federal e o Supremo Tribunal Federal a fim de “restabelecer as chamadas visitas íntimas no âmbito das penitenciárias federais, suspensas desde julho do ano de 2017”.

Segundo a PF, a análise de bilhetes trocados pelos principais líderes da facção criminosa, que mesmo cumprindo pena em unidade de segurança máxima, conseguiam enviar e receber informações criminosos, apesar do esquema de monitoramento durante as visitas sociais, resultou nas duas operações que frustraram os planos da facção criminosa.

“Os repasses de bilhetes se davam através de celas vizinhas por meio de ‘terezas’, pequenas cordas criadas a partir de fios retirados de roupas. Neles continham inúmeras ordens criminosas redigidos de próprio punho pelos principais líderes da facção, para serem colocadas em prática por comparsas em diversos pontos do território nacional”, diz a PF. Os bilhetes foram apreendidos pelos agentes de execução penal do Depen. O órgão então acionou a PF.

As investigações identificaram ainda que a facção criminosa já tinha feito, inclusive, o levantamento da rotina de vários servidores públicos, fora do ambiente de trabalho, para serem "sequestrados e/ou assassinados" em seus dias de folga.

Os policiais estão cumprindo três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, três deles em celas da Penitenciária Federal de Porto Velho e um em imóvel da capital de Rondônia. A justiça determinou também medidas cautelares, como a proibição de visitas íntimas e a inclusão em regime disciplinar diferenciado.

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