A melhoria das condições de vida e da saúde da população será um dos principais desafios de Mato Grosso do Sul para os próximos quatro anos de gestão Reinaldo Azambuja (PSDB). Além disso, o Governo terá que lidar com uma população impaciente com a má qualidade, a lentidão e o elevado custo da entrega de serviços e pouco tolerante com os desvios éticos e a corrupção.
As informações são apontadas na quarta edição do estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE) da consultoria Macroplan, divulgado nesta quarta-feira (30).
O estudo, que avalia as entregas feitas à população pelos governos estaduais no período de uma década e mapeia os desafios que se apresentam para o período 2019 -2022, destaca que o Mato Grosso do Sul está na nona colocação no ranking nacional.
Nas áreas específicas, o Estado está melhor posicionado em infraestrutura, desenvolvimento econômico e desenvolvimento social - quarta, sétima e sétima colocações, respectivamente.

A área mais crítica é a da condição de vida da população (que inclui indicadores de moradia, saneamento e poluição atmosférica), na qual o Estado figura na 17ª posição nacional.
Para definir a situação dos estados, a Macroplan utiliza o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), que abrange um conjunto de 32 indicadores de dez áreas de resultados - educação, capital humano, saúde, segurança, educação, capital humano, saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, juventude, desenvolvimento social, condições de vida e institucional.
O IDGE varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do estado. O Mato Grosso do Sul exibe uma pontuação do IDGE de 0,546, acima da média brasileira de 0,535. O Estado é o segundo melhro colocado no ranking geral da Região Centro-Oeste, ficando atrás apenas do Distrito Federal, líder.
Mesmo os estados nas primeiras posições do ranking têm muito a avançar para reduzir as distâncias em relação aos países desenvolvidos, por exemplo, em termos de qualidade da educação. Seguindo a tendência da última década, nenhum estado alcançará no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Ensino Fundamental II ou do Ensino Médio em 2021 a nota 6, correspondente à média dos países da OCDE em 2003.
AVANÇOS E RECUOES DE MS
O Mato Grosso do Sul recuou uma posição nos rankings de condições de vida e de educação na década. No IDEB do Ensino Médio, por exemplo registrou, em 2017, a mesma nota de 2007.
Por outro lado, foi o estado com o maior crescimento do índice sintético IDGE na década. O estado avançou no ranking de 7 das dez áreas, com destaque para as áreas de segurança (+15 posições) e saúde (+10). No entanto, ainda está em 14ª posição entre as unidades da federação no ranking de saúde.
“Como outras unidades da federação, o MS possui passivos fiscais e financeiros e crescentes gastos com a previdência e com as folhas de pagamento, problemas que terão que ser enfrentados com uma política fiscal disciplinada e mudanças radicais na gestão para avançar nos campos econômico e social”, destaca o diretor da Macroplan e coordenador do estudo, Gustavo Morelli.
Para ele, o MS poderá avançar mais rapidamente, mesmo no atual cenário de restrição de recursos, se forem feitos investimentos robustos na profissionalização da gestão. “É preciso atuar com base em evidências para melhorar a capacidade de produzir resultados, evitar dispersar os escassos recursos em programas de baixo impacto e definir o foco de cada ação do estado”, avalia Morelli.
