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Fisiculturista de 22 anos espanca idoso de 65 após acidente de trânsito

Fisiculturista de 22 anos espanca idoso de 65 após acidente de trânsito

Redação

24/08/2019 - 22h00
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Um acidente de trânsito quase terminou em uma tragédia na última terça-feira (20), no Rio de Janeiro. Após a colisão entre três carros, um fisiculturista de 22 anos espancou um idoso de 65. De acordo com testemunhas, o agressor Joaquim Fernando Mourão dirigia um Jeep Renegade e estava acompanhado da namorada. Ele também trafegava em alta velocidade e forçava ultrapassagens. 

A vítima, Mário Batista Costa, seguia com a esposa para o trabalho. Ele dirigia uma Mitsubishi Triton I200 e acabou colidindo na lateral esquerda do Jeep. Um táxi também foi atingido. O atleta desceu do carro e desferiu socos e pontapés no idoso, que, mesmo derrubado no chão, continuou sendo agredido, principalmente na cabeça.

“Ele parou o carro, eu fui para perto dele e perguntei por que ele estava naquele desespero, mas ele não respondeu e foi em cima do meu marido agredi-lo", disse a esposa da vítima, Maria da Conceição Pereira, de 60 anos.

Pessoas que presenciaram a cena chegaram a acionar policiais militares pensando se tratar de um roubo. Chegando ao local, os agentes conseguiram conter o agressor, que foi encaminhado para o 26º DP da Cidade. Na delegacia, testemunhas relataram, indignadas, a reação do jovem.

“Se os agentes não chegassem a tempo, provavelmente o agressor mataria o senhor de idade, pois estava descontrolado”, disse um taxista.

Mário foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento e depois transferido, pelos familiares, para um hospital particular. Fez exames e ficou internado em observação por 24 horas. Ele já recebeu alta, mas, de acordo com os parentes, o idoso apresenta lapsos de memória.

A ocorrência foi registrada como lesão corporal. Procurada, a defesa de Joaquim Fernando disse que ele é inocente e "não agiu em qualquer ato voluntário de violência contra a vida de Mário Batista Costa ou contra a vida de terceiros no evento danoso da colisão de veículos, sendo vítima da situação, e as alegações unilaterais produzidas que não condizem com a realidade dos fatos".

Em nota, Esther Gama de Vasconcelos, advogada do fisiculturista, ressaltou ainda que seu cliente é tão vítima da situação que sofreu os maiores danos, "que veio a ser abalroado por um veículo de maior porte que é de propriedade do Sr. Mario, que por fato fortuito e força maior, não apenas colidiu com o Sr. Joaquim, mas também com os outros veículos, podendo ter tido a situação atos mais graves de lesão".

Por fim, disse que o fisiculturista se defendeu de uma "injusta agressão". "Após o dano, o Sr. Mario e sua esposa foram em direção ao meu cliente questionar o que tinha acontecido, quando o mesmo, em estado emocional descontrolado, veio a culpar o meu cliente dos seus prejuízos, e passou a lhe desferir uma injusta agressão, e o Sr. Joaquim para se defender afastou-se e tentou se proteger, já que estava em vias de ser agredido por todos envolvidos no evento, estando na iminência de um possível linchamento, sendo protegido pela Guarda Local que chegou imediatamente para conter a situação". 

A família de Mario e testemunhas negam que ele tenha desferido alguma agressão contra o atleta.

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