Cidades

FLEXIBILIZAÇÃO

Movimentados, bancos voltam a atendimento com filas fora das agências

Serviços não-essenciais também foram flagrados abertos

Fábio Oruê

31/03/2020 - 18h43

Depois do prefeito Marcos Trad (PSD) decretar a volta do atendimento presencial em Campo Grande, os bancos voltaram a funcionar nesta terça-feira (31) com bastante movimento. Principalmente durante a manhã, filas se formavam do lado de fora das agências. 

Decreto permite que as agências bancários voltem a fazer serviços presencialmente que não podem ser resolvidos pelo autoatendimento - que não pararam em momento algum. Funcionário de uma agência da Caixa Econômica, que preferiu não se identificar, disse ao Correio do Estado que o movimento foi mais intenso pela manhã, principalmente por conta dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que iam até hoje. 

Em Mato Grosso do Sul, 519 mil pessoas não haviam retirado o dinheiro por contas ativas ou inativas até ontem (30). Segundo decreto, os locais poderiam funcionar desde que obedecesse as recomendações sanitários, como disponibilidades de álcool em gel e evitar aglomerações. 

Por conta disso, diversas agências colocaram funcionários para higienizar as mãos dos clientes e organizar as filas do lado de fora respeitando o espaço mínimo de um metro entre pessoas.

MAU EXEMPLO 

Alguns serviços que não são essenciais também voltam a abrir suas portas, como auto-peças, borracharias e lojas de eletrônicos e capinhas de celular, mesmo com decreto vigente. Há empresas que adotaram o delivery - pedido por mensagem de texto - ou se restringem a abrir “meia-porta” e limitar o circulação de cliente nos estabelecimentos para tentar conter o avanço do coronavírus. 

O motivo, segundo alguns empresários, é a economia. “Se a gente não trabalha, não ganha. O movimento já está fraco este mês porque as pessoas não estão saindo de casa; a gente já está tendo prejuízo”, disse o gerente de uma auto-peças. 

Podem funcionar, de acordo com os decretos da prefeitura, os serviços considerados essenciais, como restaurantes, farmácias, padarias, mercados, fornecedoras de água e gás, postos de combustíveis e comércio da construção civil.

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