O decreto estadual que determina apenas o funcionamento de atividades essenciais em 43 municípios por 15 dias, fez com que alguns prefeitos solicitassem, imediatamente, medidas mais flexíveis.
Com as restrições mais rígidas que começa a valer hoje e vai até 24 de junho, todas essas cidades passaram para a bandeira cinza, que indica grau de risco extremo na pandemia. O toque de recolher passa a ser das 20h às 5h.
Em Três Lagoas, o prefeito Angelo Guerreiro encaminhou ofício ao secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, apresentando justificativas para manter o município na bandeira vermelha.
No documento, o prefeito relata que o município ultrapassou 100% de ocupação de leitos, por ser referência e atender a demanda da macrorregião.
Guerreiro também defende os comerciantes e ressalta ao secretário que estão sendo afetados desde o início da pandemia.
Sobretudo, ele lembra sobre uma das datas mais importante para o comércio, o Dia dos Namorados. Segundo o prefeito, seria injusto decretar o fechamento de empresas na véspera da data, já que os empresários estão se preparando para movimentar o caixa.
Dourados
Já em Dourados, o prefeito Alan Guedes garante que não haverá as medidas mais restritivas. O motivo é que o município já estava em lockdown desde o dia 30 de maio e termina no dia 12 de junho.
Neste período, muitos trabalhadores ficaram sem poder trabalhar.
Com isso, a prefeitura de Dourados vai encaminhar novos documentos para o Governo do Estado para poder retomar as atividades, em razão de já ter aderido ao lockdown nas últimas duas semanas.
“Gostaria de deixar claro que o lockdown em Dourados termina no sábado e nós não vamos renovar essa medida restritiva extrema. Nós respeitamos o Prosseguir e sabemos da importância dele para o controle da pandemia da Covid-19 no nosso Estado. Por isso, iremos buscar dentro da questão jurídica, que o programa permite, flexibilizar o máximo possível”, destaca Guedes.
Enquanto as solicitações não forem atendidas, estarão valendo as determinações do decreto do Governo do Estado.
Conforme o decreto, os municípios que não adotarem as recomendações deverão apresentar justificativa técnica, que será avaliado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).